Em um comunicado de imprensa, o governo do Panamá afirmou que "com o objetivo de garantir a protecção dos interesses comerciais do Panamá, [aprovou na terça-feira] o aumento das tarifas de importação de itens como café, móveis de madeira, papel toalha, alumínio e alguns fios e cabos de países com os quais não temos acordos comerciais em vigor".

Embora o governo panamenho não tenha indicado de forma direta que esta medida seja uma retaliação contra a Colômbia por causa de questões envolvendo a OMC e a disputa que o Panamá venceu, esses produtos são importados da Colômbia e esse país latino-americano não tem um tratado com o Panamá porque suspendeu a sua aprovação por causa da disputa comercial entre ambos.

A medida entra em vigor no dia 15 de março e irá se somar ao decreto executivo que aumentou temporariamente a tarifa de importação de itens como flores, carvão mineral, cimento e vestuário a partir do dia 15 de fevereiro passado.

O ministro de Comércio e Indústrias, Augusto Arosemena, disse que o Panamá continua a rever a sua política tarifária para fazer os ajustes levando em conta os interesses do país.

"A política tarifária deve funcionar como uma ferramenta para proteger os interesses essenciais de nosso país para manter um equilíbrio e fortalecer o comércio com países que temos acordos comerciais, para que a liberalização do comércio possa nos beneficiar mutuamente", disse Arosemena.

Segundo o governo, as medidas não se aplicam a produtos de países com os quais o Panamá tem acordos de livre comércio em vigor, membros do Subsistema de Integração Econômica da América Central, dos Países de Menor Desenvolvimento Econômico Relativo (PMDER) e o Marco da Associação Latino-Americana de Integração (Equador, Bolívia e Paraguai) e da Zona Livre de Colón.