Entenda como o Auxilio Emergencial afetou a economia em meio a pandemia

A pandemia causada pelo novo Coronavírus além de ter gerado diversos problemas em todo o globo, gerou impacto direto na economia brasileira visto que, há um certo tempo, não vinha caminhando muito bem.

Após um grande impasse entre governo e congresso a respeito do valor do auxílio emergencial, o congresso venceu a disputa e o valor foi estipulado em R$ 600,00. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até junho 29,4 milhões de lares receberam algum tipo de auxílio referente a pandemia. De acordo com os dados do instituto até esse período cerca de 104,5 milhões de pessoas residiam em domicílios que pelo menos uma pessoa havia sido contemplada pelo auxílio emergencial.

O auxílio emergencial tem como alvo beneficiar trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados diante da pandemia. Com isso o programa conseguiu atingir as camadas mais vulneráveis socioeconomicamente. Dessa forma, o auxílio ratificou as possíveis diminuições de renda dessa camada da população.

Cimar Azeredo, diretor adjunto do IBGE, informa que da renda distribuída, 75,2% foi destinada a parcela mais vulnerável da população.

É preciso ter em mente que injetar renda na população por meio do auxílio emergencial criou um efeito em cascata, já que encoraja o consumo o que vem beneficiando a economia do país como todo. Diante da crise econômica o que mais preocupava os economistas era o setor do comércio e serviços, maiores fontes de rendimentos tributáveis do país.

Porém, apesar da diminuição da presença do público de forma presencial no comércio por conta do distanciamento social, houve um aquecimento do setor graças as transações feitas de forma on-line, atenuando de certa forma as quedas nas vendas diretas. Toda essa dinâmica gerou um crescimento entre os varejistas em comparação a períodos anteriores.

Em meio a um período de retração econômica em que o país se encontra, muitos estudiosos já apresentam forte preocupação diante da proximidade do fim do auxílio. Esse cenário que se aproxima possivelmente trará um novo aumento no percentual de retração do Produto Interno Bruto (PIB) que, em 2019, apresentou uma pequena taxa de crescimento de 1,1% e, devido a pandemia, esse valor pode ser alarmante.

Mais do que um benefício, o auxilio é um investimento posto em prática pelo governo. Como dito, todo o aquecimento do consumo gerado a partir do programa tem movimentado aumentos na arrecadação de impostos, que já antes da redistribuição de renda não vinha apresentando números positivos. Assim, a continuação do programa se apresenta como uma boa alternativa para dar andamento ao aquecimento da economia do país, o que pode gerar investimentos do setor privado, seja nacional ou internacional, algo primordial para a manutenção do sistema econômico do Brasil.

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