O escândalo de experimentos com seres humanos e macacos para verificar os efeitos do escape de diesel levou a Volkswagen hoje a suspender um dos seus principais executivos, o procurador-geral Thomas Steg.

Steg disse nesta terça-feira em uma entrevista para o jornal "Bild Zeitung" que essas experiências "não deveriam ter ocorrido" e reconheceu que ele foi informado de que a Associação Europeia de Estudos sobre Saúde e Meio Ambiente nos Transportes (EUGT) pretendia também testar em humanos.

O representante da VW afirmou que ele se recusou a fazê-lo e que, após essa rejeição, em 2013, os testes com macacos foram autorizados.

A Comissão Europeia pediu às autoridades alemãs que agissem "urgentemente" depois de saber que a montadora alemã Volkswagen submeteu macacos a emissões de veículos a diesel

CE pediu ações "urgentes"

A Comissão Europeia (CE) pediu na terça-feira que as autoridades alemãs tomem medidas "urgentes" depois de saber que a montadora alemã Volkswagen submeteu macacos a emissões de veículos a diesel para demonstrar que não eram prejudiciais para a saúde.

"Estamos chocados com as notícias como todos os outros, tomamos nota do objetivo das autoridades alemãs de investigar o assunto e esperamos que eles o façam", disse o porta-voz do executivo comunitário Margaritis Schinas em coletiva de imprensa da instituição.

O porta-voz disse que cabe às autoridades nacionais abordar os problemas identificados e enfatizou que "o tipo de problemas exige ação urgente" por eles.

Segundo publicado pela imprensa alemã na segunda-feira, a Associação Europeia de Estudos sobre Saúde e Meio Ambiente nos Transportes (EUGT), um instituto financiado pela Volkswagen, BMW e Daimler (fabricante de Mercedes-Benz), submeteu grupos de seres humanos e macacos a emissões de motores a diesel.

A mídia revelou que, em 2013, a EUGT encomendou uma investigação sobre a inalação de gases de macacos e humanos para o propósito alegado de determinar os efeitos do dióxido de nitrogênio (NO2) no sistema respiratório e na circulação sanguínea.

Os experimentos foram realizados em 2015 e, de acordo com vários meios de comunicação alemães, incluindo o "Stuttgarter Zeitung" e o "Süddeutsche Zeitung", pessoas também foram testadas.

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