Uma aliança entre as empresas do grupo Air France-KLM, com a poderosa norte-americana Delta e a low cost Easyjet pode se tornar a nova proponente da Alitalia, é a informação de momento da imprensa italiana, como o prestigioso Il Corriere. O consórcio planeja formular uma oferta vinculante antes das próximas eleições do pais, programadas para o dia 4 de março.

A proposta teria mais atrativos na comparação com a do grupo Lufthansa e atingiria diretamente a irlandesa Ryanair, outra possível interessada em relação à rede doméstica da Alitalia e com a qual já teria um pré-acordo.

Ainda na primeira quinzena de janeiro, quando os rumores cresceram, o grupo Air France-KLM voltou a reiterar que não tinha apresentado oferta de compra e que um possível interesse a ser negociado seria somente com parte dos ativos da companhia italiana.

O interesse da Delta Airlines tem sentido estratégico na razão da Itália ser um dos países que apresenta maior tráfego com o mercado norte-americano. Foram mais de US$ 3 bilhões no tráfego de 2017, com a vinda dos italianos e os visitantes americanos em número novamente crescente, atraídos pelo panorama de arte e cultura, além dos cenários e vida na Itália.

Antes mesmo da divulgação deste informe, a Delta já havia solicitado à comissão extraordinária que está comandando a gestão da Alitalia sobre a situação financeira real da companhia.

E a Easyjet, que já esteve entre as favoritas para tentar a aquisição de parte dos ativos da Alitalia, terá que realizar uma grande inversão na compra de aviões para a exploração das rotas europeias, além de um programa de voos de larga distância que faz parte de seus planos, como admite o CEO da companhia britânica, Johan Lundgen.

Uma oferta renovada dos alemães, acima dos 300 milhões de euros propostos inicialmente, também não está descartada, principalmente diante desta nova situação que se apresenta.  A Lufthansa teria entre as exigências, uma forte reestruturação operacional da Alitalia e também o compromisso de conservar 6 mil dos 8 mil empregos da companhia. Já a oferta do fundo Cerberus (dos EUA), foi descartada.

Sob intervenção governamental desde o primeiro semestre do ano passado, a Alitalia segue operando sob gestão de um comissariado, mas correndo contra o prazo para uma possível solução de venda antes do final do primeiro trimestre.