Um plano de negócios incisivo, iniciativas bem definidas e um objetivo claro: tirar a Eletrobras da pior crise de sua história. Foi assim que, em pouco mais de dois anos, o engenheiro Wilson Ferreira Junior trouxe resultados expressivos à maior empresa de energia elétrica da América Latina, atrelados aos pilares governança e conformidade, disciplina financeira e excelência operacional. “Podemos afirmar que a Eletrobras está mais forte”, destaca. Vivendo o que considera o maior desafio da sua carreira, o executivo aponta, nesta entrevista, suas principais realizações à frente da Eletrobras e fala da relevância da companhia para o setor elétrico e para o país.

AméricaEconomia – O senhor já acumulava décadas de atuação no setor elétrico quando foi convidado para assumir a presidência da Eletrobras. Como recebeu o convite e como a sua experiência contribuiu para enfrentar esse desafio?

Wilson Ferreira Junior – Costumo dizer que isso é como ser convocado para a seleção brasileira. Assim, foi com orgulho que aceitei a oportunidade de honrar essa camisa, em julho de 2016, ciente da grande responsabilidade e da necessidade de resultados imediatos e expressivos. O setor elétrico brasileiro tem características únicas no mundo, e há que se entender suas peculiaridades e potencialidades.

Profissionalmente, comecei minha carreira na Companhia Energética de São Paulo (Cesp), onde passei por diversas posições, desde estagiário até me tornar diretor de Distribuição, entre 1995 e 1998. Fui então convidado a ser presidente da Rio Grande Energia (RGE), entre 1998 e 2000, e presidente da CPFL Paulista, entre 2000 e 2002. Depois de 2002, assumi a presidência da CPFL Energia, o que me deu a oportunidade de participar da construção da maior empresa privada de distribuição de energia do Brasil e uma das maiores no segmento de geração e transmissão. Paralelamente, fui presidente do Conselho de Administração da Bandeirantes Energia, de 2000 a 2001, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), entre 2009 e 2010, e da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), de 2014 a 2016. Essas experiências, aliadas à minha formação – além de Engenharia Elétrica, cursei Administração e fiz mestrado em Planejamento Energético –, formaram as bases para o cargo que hoje tenho a oportunidade de ocupar.

AE – O que a Eletrobras representa para o setor elétrico e para o Brasil?

WFJ – A trajetória da Eletrobras, criada em 1962, confunde-se com a história do setor elétrico no Brasil. É um setor que levou o país a uma potência instalada de 161.000 MW em 2018 e que está intrinsecamente ligado ao impulsionamento do país, à sua capacidade de gerar riquezas e empregos. Ser líder da Eletrobras, o maior player desse setor, significa estar à frente da maior empresa de energia elétrica da América Latina: nada menos do que a quinta maior geradora hidrelétrica do mundo, responsável por cerca de um terço de toda a geração de energia do país e de metade do sistema de transmissão que interliga todas as regiões do Brasil.
Mais do que isso, investimos em fontes energéticas limpas e renováveis, e aproximadamente 95% da capacidade instalada da companhia provém de fontes limpas e renováveis. Esses dados dão a dimensão da relevância da empresa não apenas para o setor em que atua, mas para milhões de brasileiros que contam com a contribuição da Eletrobras, todos os dias, para garantir a energia de que precisam em sua casa, em seu trabalho, em sua vida.

AE – Qual era a situação da Eletrobras quando o senhor assumiu a presidência?

WFJ – Encontramos a Eletrobras, em 2016, permeada pela maior crise de sua história, com uma dívida bruta de R$ 45,5 bilhões, aprofundada pela participação em grandes projetos por decisão do então governo, quando a empresa já apresentava prejuízo. A Medida Provisória 579, de 2012, reduziu em 65% o valor das tarifas nas concessões de controladas da Eletrobras que venciam em 2015, o que agravou a situação econômico-financeira da companhia, levando-a a acumular em apenas quatro anos prejuízos de mais de R$ 30 bilhões e a perder 20% da sua receita operacional líquida. O patrimônio líquido da empresa teve redução aproximada de 45% de 2011 a 2015. Obras em atraso e fraquezas materiais – sinais de alerta nos controles de uma empresa – completavam o cenário da crise.

AE – Diante desse cenário, o que era preciso fazer?

WFJ – Vivemos outros tempos, outra realidade, outras exigências, num contexto em que a empresa não conseguia mais ser competitiva. A relevância do seu passado, por si só, não garantiria sua sobrevivência no futuro. Por isso, como presidente da Eletrobras, assumi um compromisso fundamental com a mudança. Era preciso reestruturar a companhia. E assim o fizemos. Com todo o suporte do governo federal e do Ministério de Minas e Energia, cercamo-nos de toda a experiência técnica do nosso corpo de profissionais e entramos em campo para fazer da maior empresa de energia da América Latina também a melhor e a mais eficiente de todas.
A “excelência sustentável” foi o mote de um amplo programa de reestruturação da companhia, materializado no Plano Diretor de Negócios e Gestão das Empresas Eletrobras, com estratégias e iniciativas pautadas nos pilares governança e conformidade; disciplina financeira; e excelência operacional. Graças a essas iniciativas, conseguimos sair de um valor de mercado de R$ 9 bilhões, em 2015, para mais de R$ 36 bilhões, agora em 2018.

Modernização da estrutura organizacional da Eletrobras trouxe diminuição de custos e aumento da sinergia nos processos. Atividades administrativas foram centralizadas, enquanto funções gratificadas foram reduzidas e houve economia de mais de R$ 1 bilhão com desligamentos voluntários de funcionários. Foto: Jorge Coelho/Eletrobras

 

AE – O que foi feito em termos de excelência operacional?

WFJ – A modernização da estrutura organizacional da Eletrobras trouxe a possibilidade de redução de custos e de aumento da sinergia nos processos. Exemplos disso, a centralização das atividades administrativas no Centro de Serviços Compartilhados (CSC) e a implementação de um sistema unificado de informação (ProERP) proporcionaram padronização e otimização de processos, com consequente redução de gastos de pessoal, material, serviços e outras despesas. Juntos, os dois projetos geram economia anual estimada em R$ 723 milhões. A redução de 758 funções gratificadas levou a uma economia anual de R$ 74,36 milhões; enquanto desligamentos voluntários de empregados promoveram uma economia adicional de R$ 1,086 bilhão.

AE – Como isso se reflete nos novos empreendimentos da empresa?

WFJ – Concentramos esforços para colocar em dia o cronograma de nossos empreendimentos, concluindo importantes obras, que agregaram capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Como principais obras concluídas, podemos destacar Santo Antonio (3.568 MW), Jirau (3.750 MW), Mauá 3 (591 MW) e São Manoel (700 MW). Vamos encher o lago de Sinop, e a linha Belo Monte Transmissora, com 2.092 km de extensão, foi finalizada. A usina de Belo Monte – que já apresenta 5.733 MW de potência em operação e 7.500 MW já instalados – estará em pleno funcionamento em outubro de 2019, quando se tornará a terceira maior hidrelétrica do mundo. Já são 12 turbinas em funcionamento e, a partir de agora, ligaremos uma a cada 45 dias. A partir de março, Belo Monte já será a maior usina exclusivamente brasileira, ultrapassando Tucuruí.

Não temos nenhum parque eólico ou solar que não tenha sido conectado ao sistema, e 90% dos atrasos em obras foram eliminados. Também ampliamos nossa eficiência em comercialização, a partir de uma atuação integrada, com ganhos acumulados em 2017 de R$ 329,8 milhões e de R$ 320 milhões em 2018, e aumentamos a eficiência regulatória, principalmente com o reconhecimento dos investimentos em melhorias, com valor superior a R$ 1 bilhão.

AE – Nesse contexto, qual a importância da disciplina financeira?

WFJ – Desde o início da nossa gestão, demos especial atenção ao endividamento da companhia. A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado é o mais importante indicador da saúde financeira de uma empresa, pois mede quantos anos são necessários para pagar a dívida com a geração de caixa atual. Quanto menor esse número, maior a confiança que os investidores depositam na companhia, e a Eletrobras atingiu o elevado índice de 8,8, em junho de 2016. Com disciplina financeira e estratégia, alcançamos 3,3 vezes no terceiro trimestre de 2018, refletindo a estratégia de aumento de 170% na geração de caixa e a redução de 15% na dívida líquida. A meta é deixar esse número inferior a 3 vezes, recuperando a confiança do mercado financeiro nacional e internacional.

Nesse contexto, foi de suma importância a decisão de venda de empresas de distribuição deficitárias – já privatizamos seis das sete distribuidoras de energia da Eletrobras e o último leilão ocorre ainda em dezembro, o que trará ao consumidor melhores serviços e menores tarifas. Também foi muito importante a venda de participações minoritárias em sociedades de propósito específico, o que destinou R$ 1,3 bilhão à companhia.

Além disso, pela primeira vez em 56 anos de história, o escritório central da Eletrobras no Rio de Janeiro está agora concentrado num único prédio, reformado especialmente para refletir os valores corporativos da Eletrobras e proporcionando economia de mais de R$ 2 milhões mensais com custos de aluguel.

Itaipu é líder mundial em produção de energia limpa e renovável, e também participa das pesquisas para desenvolvimento de veículos elétricos. Foto: Alexandre Marchetti

 

AE – Cada vez mais a sociedade exige que as empresas pautem suas atuações na ética e na transparência. Como a Eletrobras se posiciona em relação a esse tema?

WFJ – Com o inestimável alicerce da Lei das Estatais (13.303/2016), promovemos importantes mudanças em nossa governança, unificando estatutos e alçadas e promovendo a troca de cerca de 90% dos administradores, além da avaliação independente de 200 conselheiros e diretores de nossas empresas e de 190 conselheiros indicados em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) e empresas coligadas.

Por meio da Diretoria de Conformidade da Eletrobras, criada com o objetivo de reforçar nossos controles internos, nossos canais de denúncia e nossa cultura da ética, lançamos o Programa de Integridade Eletrobras 5 Dimensões, a fim de fortalecer o ambiente de controles, cumprir as normas legais e regulamentares, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. Dentre diversas iniciativas, o 5 Dimensões atualizou, ainda em dezembro de 2016, o Código de Ética e de Conduta das Empresas Eletrobras e implementou um Canal de Denúncias externo. Com a adequação a boas práticas de gestão da integridade e governança corporativa, a Eletrobras eliminou 85% das suas fraquezas materiais, e estamos próximos da meta de zerar essas fraquezas ainda em 2018, reduzindo os riscos críticos e proporcionando maior confiabilidade aos resultados da companhia.

Também vale destacar outro ponto alto da governança na nossa gestão. Temos um verdadeiro dream team no nosso Conselho de Administração, composto por renomados profissionais de mercado, que passaram a fazer parte da companhia nesse contexto de mudanças. É um privilégio, como gestor dessa companhia, ter como presidente do conselho José Guimarães Monforte, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC); é inestimável poder contar com Vicente Falconi e toda a sua expertise em excelência operacional; assim como ter um profissional do porte de Mauro Cunha na análise de nossas demonstrações financeiras. Eu poderia enumerar aqui as contribuições de cada um dos membros desse time que foi montado para garantir a transformação pela qual a Eletrobras precisava passar. Só a composição desse conselho, que já contou também com nomes como os de Elena Landau e de José Luiz Alquéres, é uma prova do compromisso do acionista majoritário com a mudança da empresa.

AE – Como o mercado nacional e internacional percebe essas ações?

WFJ – O mercado já reconhece nossos esforços. Fomos certificados no Programa Destaque em Governança de Estatais da B3, atendendo a seis medidas obrigatórias, e voltamos ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), também da B3. Obtivemos, agora em novembro, pela segunda vez consecutiva, nota máxima no indicador de governança IG-Sest, do qual fazemos parte, com nível de excelência, desde a sua primeira edição, em 2017. Além disso, solucionamos nossas pendências com o DoJ, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e fechamos acordos para encerrar as class actions contra a Eletrobras no exterior.
Talvez o maior desafio que enfrentamos, ainda em 2016, tenha sido relativo ao pilar governança e conformidade, quando protocolamos com sucesso, junto à agência norte-americana que regulamenta o mercado de ações, a Securities and Exchange Comission, os formulários financeiros (20-F) de 2014 e de 2015, sob pena de termos nossas ações deslistadas da Bolsa de Valores de Nova York.

AE – Qual o balanço que faz da sua gestão até o momento?

WFJ – Hoje, podemos afirmar que a Eletrobras está mais forte. Todas essas ações buscam preparar a companhia para o futuro, tornando-a capaz de competir em condições de igualdade com os grandes grupos do setor elétrico mundial. Acreditamos que eficiência e transparência são valores fundamentais para elevar nossa credibilidade junto a investidores, parceiros, acionistas, colaboradores e à sociedade brasileira. O novo capítulo da história da Eletrobras, que nosso time tem produzido nos dois últimos anos, objetiva tornar a Eletrobras sinônimo de inovação, eficiência e solidez, para que assim continue a trilhar o caminho da excelência sustentável. Somos uma empresa global, comprometida com o futuro do planeta e com o crescimento sustentável do país. Comprometidos, especialmente, com o desenvolvimento do Brasil de hoje e de nossas próximas gerações.

AE – O senhor é um otimista por natureza. Qual o seu pensamento sobre o Brasil nos próximos anos?

WFJ – Continuo otimista. O Brasil tem uma oportunidade única pela frente, até pelo que deixou de ser feito em anos anteriores, especialmente no que se refere à infraestrutura. O investimento que tem sido feito pelo Brasil nesse segmento, correspondente a 2% do seu PIB, não é suficiente sequer para repor a infraestrutura. Na própria América Latina, países como Chile, Peru e Colômbia têm investido 4,5% do PIB. O Brasil deveria ter como meta um investimento de 4,5% a 5% do seu PIB. O setor de energia está mais avançado, mas, em setores como o rodoviário, o ferroviário ou o de saneamento, por exemplo, ainda há muito a ser feito, gerando emprego e renda. Para isso, é necessário o compromisso do governo com reformas, como nos campos da Previdência e tributário, para que o crescimento do país se dê de forma robusta e sustentável.

AE – O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que o país vai crescer em taxas superiores às conhecidas. O Brasil corresponde a essa expectativa no setor energético?

WFJ – Sem dúvida. O caso da Eletrobras é emblemático: tivemos uma crise profunda, mas trabalhamos no sentido de concluir nossos empreendimentos de geração de energia, como no caso de Belo Monte, que será a maior usina exclusivamente brasileira, além de outros empreendimentos expressivos que já citamos. A energia para o Brasil crescer, portanto, já está garantida.

AE – Como o Brasil se situa no mundo no que se refere a energias limpas e diante do pensamento planetário sobre a sustentabilidade?

WFJ – O Brasil é um exemplo para o mundo, visto que sua matriz energética é considerada uma das três mais limpas do planeta. Somos abençoados com um potencial hidrelétrico, que é explorado com respeito ao meio ambiente. A fonte eólica, por sua vez, tem apresentado crescimento expressivo, especialmente nas regiões Nordeste e Sul do país, com potencial, somente onshore, que supera os 300 mil MW. Trata-se de uma fonte com capacidade de produção de 50%, o que é considerado muito bom, equivalente a uma hidrelétrica. Com a melhora da performance das placas solares, essa fonte de energia cresce também em velocidade espantosa, mas ainda representa pouco diante do nosso potencial, se considerarmos que países como Alemanha e Itália, grandes produtores de energia solar mundial, têm nível de insolação menor que a média brasileira. Portanto, ainda temos muito a crescer também na fonte solar. Nossa matriz já é uma das mais limpas do mundo e, com o tempo, teremos uma matriz ainda mais limpa e renovável.

AE – Como o senhor avalia o desempenho das fontes eólica e nuclear?

WFJ – Além do que já comentei, o Brasil, por sua política mais recente no setor, tem um parque produtor de equipamentos para produção de energia eólica, reunindo grandes fabricantes, o que nos traz vantagem competitiva. A fonte eólica foi a que mais cresceu nos últimos dez anos – e vai continuar a crescer.
Quanto à fonte nuclear, obtivemos do Conselho Nacional de Política Energética o aval para a conclusão de Angra 3, o que será de grande importância para o Sistema Interligado Nacional (SIN). As usinas de Angra estão localizadas próximas aos grandes centros consumidores do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e, hoje, já fornecem 2 mil MW ao SIN. Com Angra 3, serão agregados mais 1400 MW. As bases da nova usina estão prontas e, em 2019, temos a missão de realizar uma concorrência internacional para seleção de um parceiro para concluir as obras até 2025.

Itaipu é líder mundial em produção de energia limpa e renovável, e também participa das pesquisas para desenvolvimento de veículos elétricos. Foto: Jorge Coelho/Eletrobras

 

AE – O mercado tem falado muito sobre carros elétricos. Como a Eletrobras vê e planeja esse setor?

WFJ – A Eletrobras contribuiu muito para o desenvolvimento de carros elétricos, através de Itaipu, a empresa de energia que mais investiu na solução e na avaliação de impactos nesse tema. O motor elétrico tem eficiência de conversão de 95%, enquanto o índice no motor a combustão (álcool/gasolina) é de 40%. O carro elétrico é mais simples, do ponto de vista da construção, e não gera poluição atmosférica ou sonora. As principais montadoras do mundo já se comprometeram com a produção de carros elétricos, então essa é uma realidade que a nossa sociedade vai ter.

AE – O senhor aceitaria um convite para dar sequência ao trabalho à frente da Eletrobras?

WFJ – Sim, aceitaria ficar no cargo. O setor elétrico é um setor complexo, que tem sido estudado pelo grupo de transição entre governos, e o novo ministro, recentemente indicado, poderá avaliar nossa contribuição. Tenho um compromisso com a companhia e gostaria de dar continuidade ao trabalho.

AE – Como foi trabalhar com o presidente Michel Temer? Por estar na equipe, o que o senhor diria sobre o trabalho desse governo no setor energético?

WFJ – O governo foi bem-sucedido na área energética, e o setor elétrico teve melhorias regulatórias significativas. O ministro Fernando Coelho, de Minas e Energia, deu grande incentivo e patrocínio a soluções para modernização do setor e para a reestruturação da Eletrobras, trabalho que foi complementado pelo ministro Moreira Franco, no cargo desde abril.

Já comprometido com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o ministro Moreira Franco deu continuidade a esse trabalho, que culminou com a venda das distribuidoras da Eletrobras, o que proporcionará tarifas mais baixas aos consumidores. Foi um período fértil, em que vivenciamos a recuperação da Eletrobras, com a redução da alavancagem e a valorização das suas ações e, no setor, uma maior atratividade para a participação de investidores em leilões de geração e transmissão.

 

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AE