O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou hoje (25) estado de emergência em decorrência da paralisação e dos protestos de caminhoneiros e poderá decretar feriado municipal, caso a situação de desabastecimento não seja normalizada. O estado de emergência pode evoluir para estado de calamidade pública.

Com a medida, a prefeitura poderá fazer compras sem licitação, além de requisitar ou apreender bens privados, como combustível que esteja estocado em um posto. Também permite realizar gastos sem depender de empenho orçamentário.

Foi criado um comitê de crise para avaliar e tomar outras medidas emergenciais. Para economizar combustível serão suspensos serviços administrativos não essenciais. O comitê será presidido pelo prefeito e terá os secretários de Justiça, Governo, Comunicação, Fazenda, Segurança Urbana e o procurador-geral do município.

São Paulo e toda a região metropolitana vivem mais um dia caótico, com bloqueios nas principais vias de acesso, longas filas nos postos de combustíveis, redução em frotas de ônibus, problemas na coleta de lixo e manifestações de vans e motos.