A tarifa aérea média doméstica real (atualizada pela inflação) fechou o primeiro trimestre de 2018 em R$ 361,03, uma alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 334,49.

O valor entre janeiro e março do ano passado tinha sido o menor já registrado para um primeiro trimestre na série histórica iniciada em 2002. 

Em relação ao período entre janeiro e março de 2018, a taxa de câmbio média subiu 3,2% e o preço médio do querosene de aviação acumulou alta de 18,5%.

A taxa de câmbio incide sobre manutenção e seguro de aeronaves, que representam 49,6% dos custos e despesas dos serviços aéreos das empresas. Já o preço do querosene de aviação correspondeu a 31,4% dos custos e despesas dos serviços aéreos no período, oscilando entre R$ 1,84 a R$ 1,93 por litro nas médias mensais.

O aumento médio de 7,9% nas passagens aéreas no primeiro trimestre do ano em relação a 2017 comprovou que era capciosa a previsão da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) das e companhias sobre uma queda nos preços referenciais ao serviço de malas e bagagens criado com autorização governamental. 

De acordo com a ANAC, a cobrança de malas levaria à redução dos preços das passagens. Agora, a agência não explica como permite que o aumento das passagens represente quase quatro vezes a inflação do período nem o porquê dos seguidos aumentos nas taxas de bagagens, como na última semana de junho, quando a Gol e a Azul anunciaram novas tarifas.