O coordenador do Núcleo de Altos Temas (NAT) do Secovi, Romeu Chap Chap, foi o convidado desta terça-feira (23) em mais uma edição do evento Conversando com Quem Faz a Diferença, promovido pelo Global Council of Sales Marketing (GCSM) em parceria com a Desenvolve SP e realizado no auditório da AméricaEconomia, na capital paulista.

Abordando o tema “Brasil, rumo a novas perspectivas", Chap Chap conduziu a sua exposição focando na retomada do crescimento imobiliário brasileiro, ressaltando que, o ano de 2003, as sociedades de crédito imobiliário financiaram o equivalente a R$ 3 bilhões. Em 2013 os financiamentos totalizaram aproximadamente de R$ 115 bilhões, sinalizando um crescimento bastante favorável para o mercado imobiliário.

A macroeconomia está saindo de um buraco gigantesco

Entre os anos de 2005 e 2006, com a expansão dos financiamentos, os bancos estrangeiros chegaram ao Brasil para participar da concorrência do mercado interno, acirrando a disputa com o setor bancário nacional. Porém, de acordo com o coordenador do NAT, a “guerra” entre os bancos no sentido de fidelizar os clientes e o excesso de oferta de recursos financeiros, provocou uma quantidade elevada de lançamentos imobiliários.

“A partir de 2014, se observou a instalação de uma crise no setor, e um fator complementar a isso está baseado no aumento do número de distratos de unidade vendidas, motivado por uma má interpretação do artigo 53 do Código de Defesa do Consumidor”, disse.

Para Chap Chap, o mercado imobiliário está dando um sinal de recuperação de vendas, pela primeira vez num período de quatro anos, ao lançar novas unidades – em razão, principalmente, da melhora nos índices econômicos. Conforme as conjecturas do coordenador, a macroeconomia está saindo de um buraco gigantesco e o mercado imobiliário começa uma fase de recuperação lenta e gradativa.

“Imóveis que se enquadram no perfil do programa Minha Casa, Minha Vida, de até R$ 240 mil, têm mostrado um bom desempenho em vendas. Já as unidades voltadas para o público classe média e média alta passam a ter lançamentos a partir deste momento. Acredito que a indústria imobiliária possa deslanchar após o carnaval do próximo ano, muito em função das discussões e definições políticas”, aponta.

 

Foto: Beatriz Santos/AméricaEconomia Brasil