As empresas que integram o grupo Lufthansa vão muito bem, e os números recordistas de 2017 demonstram esse cenário. O grupo voltou a ser o número um no transporte aéreo europeu, superando a low cost Ryanair, que vinha liderando nos últimos anos.

Para confirmar uma proposta de negociação exclusiva na possibilidade de adquirir a Alitalia, que está sob intervenção do governo italiano, o grupo liderado pelo CEO Cohen Spoher definiu que a empresa precisa passar por uma “significativa reestruturação”, o que indica corte de pessoal e de frota. A imprensa da Itália informa que os cortes serão de 40% e 30%, respectivamente.

Essa posição foi colocada na correspondência enviada ao ministro do Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, que reconhece a situação financeira extremamente fragilizada da Alitalia, além das nuvens negras no horizonte com a nova alta nos preços do petróleo.

Caso seja confirmada a proposta de entendimento para a oferta da Lufthansa, será uma semelhança ao processo de 2005, quando da compra da Swissair, hoje uma das empresas de sucesso do grupo.

No balanço do ano que passou, as companhias do grupo alemão bateram novos recordes em número de passageiros (130 milhões) e taxas de ocupação (80,9%).

As companhias aéreas (Lufthansa, Swiss, Brussels e Eurowings) transportaram mais de 9,3 milhões de passageiros em dezembro, 19,9 % a mais  em relação ao ano anterior.