A imagem dos Estados Unidos está em declínio acentuado em todo o mundo desde a posse do presidente do país, Donald Trump, indica uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center divulgada nesta terça-feira (27).

A análise, que abrangeu 37 países, aponta que o percentual de pessoas com visão positiva em relação aos EUA caiu de 64% (no final dos oito anos de governo Obama) para 49% em apenas cinco meses da gestão presidencial do magnata nova-iorquino. 

Além disso, apenas 22% dos entrevistados afirmaram que confiam em Trump para fazer a coisa certa quando se trata de política internacional – em comparação, Obama obteve 64% ao final de seu governo.

Os dois únicos países nos quais as avaliações melhoraram para Trump em relação a Obama foram a Rússia, onde a confiança no presidente americano subiu de 11% para 53%, e Israel, que registrou um crescimento de sete pontos percentuais para a marca de 56%.

Arrogante, intolerante, perigoso?

Embora 55% das 40.447 pessoas entrevistadas tenham concordado com a descrição de Trump como um "líder forte", os resultados para outras definições de personalidade foram mais altos, incluindo "arrogante" (75%), "intolerante" (65%) e "perigoso" (62%).

Alguns dos maiores declínios de confiança no presidente dos EUA vieram entre aliados mais próximos e vizinhos. Na Alemanha, o índice de favorabilidade aos EUA atingiram 35% – 22 pontos percentuais a menos em comparação com o fim da gestão Obama.

No México, menos de um terço dos entrevistados têm uma visão positiva dos EUA, enquanto a confiança em Trump é de apenas 5%.

No Brasil, apenas 14% dizem confiar e Trump, enquanto 75% não têm confiança no presidente americano.

Os principais projetos políticos de Trump também receberam forte rejeição mundo afora. Dos entrevistados, a maioria é contra a saída dos EUA do Acordo de Paris (71%) e de acordos comerciais (72%) e contra a proibição de entrada nos Estados Unidos de pessoas oriundas de certos países muçulmanos (62%). Quanto ao acordo nuclear com o Irã, o quadro é misto: enquanto 49% são contra uma retirada americana, 34% dos entrevistados saudariam a medida.

Tanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, quanto seu homólogo da China, Xi Jinping, alcançaram resultados melhores do que Trump, com índices de confiança de 27% e 28%, respectivamente. Dos quatro líderes abordados na pesquisa de opinião, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, obteve números levemente superiores aos dos colegas em Washington, Moscou e Pequim, embora menos da metade dos participantes (42%) tenha expressado confiança nela.

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