O Governo da Colômbia negou que já tenha chegado a 41 o número de ativistas mortos no país em 2017, como informado pelo funcionário do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos Zeid Ra'ad al-Hussein.

O Ministério do Interior disse que a própria ONU emitiu informações detalhando um número menor de homicídios. "Até o momento, o Ministério do Interior recebeu 41 denúncias de homicídios, dos quais 14 seriam defensores de direitos humanos e 10 casos ainda em processo de verificação", afirmou em comunicado.

A entidade também garantiu que está trabalhando para preservar a vida dos ativistas de direitos humanos em meio à implementação dos acordos de paz com os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Segundo o comunicado, o presidente do país, Juan Manuel Santos, ordenou a todas as agências e autoridades para trabalhar lado a lado com o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos para evitar que ocorram mais mortes.

Além disso, o Ministério afirmou que continuará lutando contra organizações criminosas que violam direitos dos ativistas.

De acordo com al-Hussein, tanto os ativistas de Direitos Humanos como os jornalistas enfrentam grandes riscos para trabalhar na Colômbia.