Situada no município de Araçariguama, em São Paulo, e considerada uma das maiores na área de especialidades químicas, plásticos de alta performance e fibras sintéticas, a Radici Performace Plastics mantém planos de expansão ambiciosos para o mercado sul-americano.

Com fábricas e sedes na América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa, uma das filiais de destaque é a brasileira. Em 2016, a meta era sair do patamar de 16% de share chegar em 20% ou 25% até 2021, baseado em um modelo de negócios criativo, oferta de produtos, atendimento personalizado e desenvolvimento de mão de obra. 

No ano passado, o crescimento foi da ordem de 20%. Já para 2018, a previsão é fechar com 10%, mas até o último mês de julho, o índice já apontava um valor bem acima do previsto. A parceria entre seu modelo de atendimento e centro de pesquisa, estão apresentando novas soluções e fórmulas para suprir a demanda, onde a indústria automobilística representa 40% dos negócios da filial brasileira, seguida de eletroeletrônicos com 17% e embalagens com 12%.

“Administrar uma empresa não é fácil. Por isso, costumo dizer que uma boa gestão empresarial deve ser igual ao controle de uma geladeira. Nada pode sobrar ou estragar, tudo precisa  ser utilizado, ou seja, controle absoluto de estoque, matérias-primas, sobra de aditivos”, explica Jane Campos, Country Manager da filial brasileira da RadiciGroup Performance Plastics.

Atualmente, a unidade brasileira é responsável pelo mercado da América do Sul e conta com distribuidores no Chile, Argentina, Colômbia e Peru. Totalizando mais de 70 colaboradores diretos e indiretos.

Investimentos

Apesar do cenário econômico no país, a Radici não desanimou e continuou a investir em seu parque fabril. De 2017 a 2018 foram mais de R$ 13 milhões em equipamentos para o seu centro de pesquisa e parque industrial, todos com foco no aumento da capacidade de produção e no menor consumo energético e recursos hídricos. 

Com este novo cenário, a empresa tem capacidade instalada de 20 mil toneladas ano, um aumento de produção local na ordem de 50% – ampliando assim sua representação e autonomia para atender a crescente demanda dos mercados, principalmente, da indústria automotiva. 

Outro ponto importante é que apesar da escassez mundial de matéria-prima PA 66, a companhia nunca deixou de atender seus clientes. Inclusive nos últimos dois anos teve que suspender as férias coletivas de seus colaboradores. “Enquanto muitas indústrias suspenderam as atividades, no fim do ano, nós mantivemos o mesmo ritmo de produção. A verdade é que temos tido muitos desafios, mas com resultados acima da média”, declara Jane.

E ela ressalta que “não adianta investir e crescer se sua mão de obra, não estiver preparada para as mudanças da empresa. Por isso, um dos nossos pilares são os treinamentos internos, para mantermos a excelência na prestação de serviços. Sem este olhar, a empresa não opera com eficiência”, contextualiza.