As eleições de meio de mandato norte-americanas, realizadas na última terça-feira (6), surpreenderam com alguns resultados. Até o momento, já estão asseguradas 219 cadeiras para o Partido Democrata, o suficiente para constituir a maioria na Câmara de Representantes dos Estados Unidos (EUA).

Os republicanos participam, a partir de agora, com 193 cadeiras. Por outro lado, para o senado, os republicanos conseguiram manter a maioria com 51 acentos ante as 45 cadeiras reservadas aos democratas.

Nos estados, foram eleitos ao menos 25 governadores republicanos e 22 democratas (a contagem de votos não foi encerrada em três estados).  Outro fator que contrabalança a política conservadora praticada nos EUA é a presença de mulheres muçulmanas, indígenas e lésbicas que foram eleitas em um momento onde as minorias são alvo de medidas restritivas no país.

É a primeira vez na história da Câmara dos Estados Unidos que duas muçulmanas vão ocupar assentos: as democratas Rashida Tlaib, pelo Michigan, e Ilhan  Omar, de Minnesota. Da mesma forma, chama a atenção a eleição das indígenas Deb Haaland, do Novo México, e Sharice Davids, do Kansas, ambas democratas.

Davids será lembrada por pelo menos dois feitos. Primeiro, ao vencer o veterano Yoder, que tinha completado quatro mandatos no Congresso, e em seguida, por ser ex-lutadora de MMA e advogada, é a primeira nativa norte-americana e  lésbica eleita.

Mudanças

Paralelamente às eleições, os estados norte-americanos promovem mudanças históricas. Os eleitores do Colorado aprovaram uma emenda que elimina a escravidão da Constituição estadual. A decisão ocorre 142 anos depois que a escravidão como castigo para criminosos foi incorporada à legislação.

Com a votação de hoje, ficará cancelada a seção 26 do artigo 2 da Constituição do Colorado, que permitia a escravidão de criminosos no marco da Emenda 13 da Constituição Federal, que ainda inclui essa referência.

Além disso, os moradores de San Francisco, nos Estados Unidos, aprovaram em referendo uma medida que aumentará os impostos sobre as grandes empresas, muitas delas tecnológicas, e destinará estes fundos exclusivamente à luta contra a pobreza extrema na cidade.

A medida aumentará o imposto sobre as vendas daquelas empresas com sede na cidade que faturem mais de US$ 50 milhões anuais e o imposto sobre despesas de pessoal às companhias com faturamento superior a US$ 1 bilhão.

Com informações da Agência Brasil