Foram muitas evocações em um amplo roteiro elaborado como um retrospectivo que teve o seu show anunciado nas mais de 7 horas de um tranquilo voo cruzando o Atlântico, desde o aeroporto da Portela ao de Guararapes. Entre Lisboa e Recife, tripulantes, passageiros e convidados foram os protagonistas de um voo marcante e comemorativo, relembrando aquele que inaugurou a série destes 50 anos, na segunda ligação da TAP de Portugal para o Brasil.

Nos anos 70, a companhia crescia e assumia novos desafios. Era também um período de transformações, um dos maiores, com as transmissões a cores pela televisão, no Brasil tetracampeão mundial de futebol.

O voo TP-011 foi para lembrar, recordar e homenagear. Pensado em todos os requisitos, na volta ao passado que é o propósito deste programa que alcança a sua oitava viagem, na perspectiva de inserir ainda mais a imagem da companhia com a fidelização de seus clientes.

O retro tem uma composição e ela vem gerando uma expectativa muito positiva com novas surpresas a cada voo, desde o início da série internacional, com Lisboa-Toronto. Teve com São Paulo (foi para o Porto) e Rio de Janeiro, da capital portuguesa para Nova York, Miami, Luanda, Maputo (o mais longo) e em cada um vem sendo uma experiência diferenciada – geralmente surpreendendo e agradando todos que dela participam.

Gente de todas as idades, pernambucanos e portugueses, idosos, jovens, crianças, bebes, casais com diferentes motivos, individuais, em férias, lazer ou negócios – tivemos personagens de todos os tipos entre os 228 ocupantes do A330 ‘Portugal’, a aeronave que realizou este voo e trazia muito de tudo que foi vivido pelo Boeing 707, o ‘Santa Cruz’.

Houve, na escala do tempo, quem se lembrasse dos Caravelle. Como a recordar, com um orgulho indisfarçável, que a companhia foi a primeira da Europa a operar com uma frota de aeronaves a jato. Para muitos dos passageiros deste voo, principalmente aos portugueses, o voo trouxe este laço afetivo de orgulho.

No cardápio da refeição principal lá estavam o bacalhau com purê de grão de bico e a opção do bife à portuguesa, parfait de banana e chocolate na sobremesa. A ementa preparada com assinatura do estrelato chef Rui Paula.

A temática do voo passou diretamente pelo pessoal de bordo, e desta vez com as vestes de Louis Féraud, o primeiro uniforme com o estilo de coloridas minis que deram um ar visual super-colorido. Entre as aeromoças, simpática, festejada e reconhecida, a campeã olímpica Rosa Mota que também participou ativamente do ‘jogo dos furos’ dos chocolates Regina, uma das marcas registradas da época.  Nostálgico e divertido, o ambiente de voo, valendo também no diploma de Viajante no Tempo, postais e etiquetas. Tudo como dantes.

Incorporada mais uma vez à atmosfera e experiência dos anos 70, o clima retro foi desde o check-in aos entretenimentos, nos filmes e seleção musical. A icônica bolsa de viagem da TAP estava em cada banco, recuando no tempo como a edição especialmente preparada do ‘Diário de Notícias’.

A TAP – Transportes Aéreos Portugueses -, aos 72 anos e ao aliar esta programação do presente com o passado, olha muito com a expectativa do futuro.  Esta foi a noção passada pelo economista Miguel Frasquilho, presidente do Conselho Administrativo da TAP que foi o primeiro representante da alta direção da empresa a participar de um voo retro. Por considerar a linha de rentabilidade da base Recife (receita e número de passageiros), a terceira do Brasil, comentou o aumento já registrado de voos – agora são oito semanais -, a possibilidade de mais um acréscimo durante o final do ano e mais voos em 2018 – quando a TAP chegará a novos destinos no Brasil e aumentará algumas das frequências atuais, inclusive com um possível terceiro voo diário para São Paulo.