Imagine em sua escala de viagem pelo litoral brasileiro, em um porto onde utilizando o aplicativo dos atrativos locais voce possa escolher com a maior facilidade, passeios acessivos, dicas de restaurantes, opções de compras, sugestões diversas de melhor aproveitamento do seu tempo de permanência. Assim, onde ir, onde comer, onde conhecer para uma possível volta serão informações que poderão fazer parte muito em breve da temporada de cruzeiros no Brasil.

A iniciativa surge com o acordo de parceria hoje (10) assinado entre a Abremar-CLIA e o Brasil Convention Bureau, transformando em realidade rápida a ideia surgida em encontros institucionais realizados recentemente.

‘Um modelo de aperfeiçoamento e facilidades para os nossos viajantes, incentivo na economia brasileira com os cruzeiros marítimos.  Deverá ser mais um impacto positivo e com aplicação valorizada no ambiente de cada destino’, coloca Marco Ferraz, CEO da CLIA Brasil.

A escolha do Brasil Convention Bureau tem uma explicação lógica. Na maioria dos portos brasileiros que receberão os oito navios da temporada 2017-2018, os conventions locais são integrantes da rede nacional do Brasil Convention. Neste caso estão os de Santos, Cabo Frio, Angra dos Reis, Salvador, Ilhabela, Ubatuba, Itajaí, Balneário Camboriú, nos roteiros de cabotagem, e também o de Manaus, onde existem mais de 30 escalas dos navios de passagem e longo curso.

‘Já estamos articulando com o Ministério do Turismo para o apoio à esta ação conjunta e colaboração na montagem dos aplicativos que vão constituir uma das ações de referência para os portos nacionais’, informa Márcio Santiago, presidente do Brasil Convention.

A partir de agora – e de forma ágil – Márcio vai manter contatos diversos com seus pares e organismos institucionais que formam a rede dos convênios dos destinos citados para a organização deste modelo de orientação.

Ele assinou o convênio juntamente com Marco Ferraz e o presidente do Conselho de Administração da CLIA Brasil, Renê Hermann. 

O setor de cruzeiros marítimos no Brasil tem 12 agentes entre organismos diversos envolvidos em cada operação, passando da Agência Nacional de Transportes Aquaviários até os sindicatos. Há uma série de oportunidades, embora com alguns fatores limitadores no processo de estimulo e desenvolvimento para o setor.

Em 2016 houve a geração de 25.279 postos de trabalhos diretos. No impacto econômico incluem-se o comércio varejista, alimentos e bebidas com bares e restaurantes, transporte receptivo, hospedagem. O esforço de agora é recuperar boa parte do movimento que apresentou uma redução de R$ 300 milhões na temporada passada (números do relatório FGV, estudo de perfil e impacto econômico).

“Há sim uma expectativa projetada com números mais positivos para um novo panorama crescente no mercado brasileiro”, complementa Marco Ferraz que estará na reunião anual da CLIA (Cruise Line International Association), em Southampton (Inglaterra), de 10 a 13 de novembro, representando o escritório brasileiro, um dos 15 que a organização mantém em todo o mundo.