A China está disposta a aumentar o seu envolvimento com a região do Oriente Médio, especialmente depois do inicio da disputa econômica em escala global com os Estados Unidos. Nesta terça (10), em Pequim, o presidente Xi Jinping prometeu um pacote de US$ 20 bilhões em empréstimos e cerca de US$ 106 milhões em ajuda financeira a 21 países do Oriente Médio.

O anúncio faz parte do modelo denominado “petróleo e gás” para estimular o crescimento econômico na região e que envolve diversos segmentos, entre eles o turismo.

Pequim reconhece que as nações árabes desempenham um papel importante no plano de política externa de Singapura e da Estrada de Xi, que estabelece fortes rotas comerciais que ligam a China ao centro e sudeste da Ásia.

“Devemos tratar uns aos outros com franqueza, não temer as diferenças, não evitar problemas e ter ampla discussão sobre cada aspecto da política externa e da estratégia de desenvolvimento”,  afirmou o mandatário chinês.

A China oferecerá uma ajuda no valor de 100 milhões de iuans (US$ 15 milhões) à Palestina para apoiar o desenvolvimento econômico, além de fornecer mais 600 milhões de iuans (US$ 91 milhões) para Jordânia, Líbano, Síria e Iêmen.

Também será criado um consórcio de bancos da China e países árabes, com um fundo de US$ 3 bilhões. Os empréstimos vão financiar um plano de “reconstrução econômica” e “recuperação industrial” que incluiria cooperação em petróleo e gás, energia nuclear energia limpa e segmentos paralelos.

A China, que tradicionalmente desempenhava um papel pequeno nos conflitos ou na diplomacia do Oriente Médio, apesar de depender da região para o fornecimento de energia, vem procurando maior participação e envolvimento.

O país afirma que adere a uma política de “não interferência” ao oferecer ajuda financeira e acordos para nações em desenvolvimento, o que, juntamente com o desenvolvimento, pode ajudar a resolver tensões políticas, religiosas e culturais.