Um grupo de 41 deputados pediu à Câmara que realizasse uma sessão especial para tratar do acordo alcançado pela Corfo e Soquimich (SQM), no qual estava determinado que, após quatro anos de litígio, a empresa mineira não metálica poderia continuar a explorar o lítio até 2030, após a modificação do governo corporativo da SQM.

Por esse motivo, pediram ao vice-presidente executivo da Corfo, Eduardo Bitrán, que explicassem os termos desta decisão que beneficiará a empresa que é a protagonista do caso SQM e as supostas falhas de voto que os políticos teriam emitido para a empresa.

O que se sabe sobre o acordo é que a Soqumich poderá expandir a sua capacidade de exploração no Salar de Atacama, depois de investir US$ 1 bilhão e até mesmo participar da Codelco na exploração do Salar de Maricunga.

O acordo gerou desconforto em alguns parlamentares, que exigem conhecer os detalhes da negociação e as razões pelas quais Corfo teve que aceitar as condições da SQM, razão pela qual a deputada Alejandra Sepúlveda pediu que, no âmbito de uma sessão especial da Câmara, a Corfo transpareça o acordo com Soquimich.

Desde a decisão, o deputado comunista chamou o acordo da Soquimich e Corfo de imoral e que legitima a corrupção, tendo em vista os últimos escândalos que levaram a SQM e limita a industrialização do Chile através da exploração do lítio.

O pedido dos 41 parlamentares pede que a sessão especial solicitada para abordar o acordo da SQM e Corfo seja realizada na próxima quinta-feira, 25 de janeiro, onde o valor estratégico do lítio para o Chile também será discutido.