O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Sánchez, disse hoje que seu ministério começou a reestruturação no setor e definiu uma política de austeridade, diante da queda no preço do petróleo.

"Nós já começamos praticamente a política de austeridade nos Yacimientos Petrolíferos Bolivianos (YPFB) [empresa estatal do país responsável pela exploração de hidrocarbonetos], a partir de agora, a nova política de hidrocarbonetos é a otimização de recursos para alcançar maior eficiência e melhores objetivos", disse o funcionário.

Além disso, Sánchez disse que a reestruturação obedece às variações internacionais no preço do petróleo, "estamos modificando a estrutura do setor de acordo com o contexto internacional dos preços do petróleo", afirmou.

A política de austeridade é resultado de uma diretriz imposta pelo presidente Evo Morales que pediu, no último dia 15 de junho, a seu ministro de Hidrocarbonetos para aplicar a gastos e aumentar a exploração.

Morales reconheceu, naquela oportunidade, que a queda no preço do petróleo, ao qual está indexado o preço do gás natural exportado pela Bolívia, é um problema econômico, embora tenha descartado que possa gerar crises já que, a seu ver, sua gestão soube implementar programas para contorná-las.

O ministro Sánchez afirmou que a reengenharia aplicada ao ministério dos Hidrocarbonetos há dois anos se aplica na YPFB e que entre as ações imediatas da política de austeridade é priorizar os projetos de exploração em nível nacional.

"O importante é garantir que o mercado interno de gás seja uma prioridade, e abrir os mercados internacionais com melhores preços", acrescentou.

De acordo com Sanchez, a implementação da Lei de Incentivos, promovida pelo ministério de Hidrocarbonetos está dando bons resultados já que levou a firmar vários contratos para o Estado.

"Estou certo de que este plano irá atrair mais investimentos em prospecção e exploração", acrescentou.

O ministro boliviano também afirmou que seguirá com o plano de mudar a matriz energética e de massificar a substituição dos combustíveis líquidos, como uma política que não apenas beneficia o consumidor final, mas também protege a "Mãe Terra".