O Banco Central (BC) estuda um modelo de pagamentos instantâneos no Brasil. A ideia é que pessoas e empresas possam transferir dinheiro em tempo real, sem restrição de horário ou forma de pagamento. 

De acordo com o BC, foi criado um grupo de trabalho, com a participação de instituições financeiras, para discutir o tema. “Esses estudos, que são de longa maturação e fazem parte da Agenda BC+, estão em fase preliminar e seus resultados devem ser apresentados para apreciação da Diretoria Colegiada do BC apenas no segundo semestre”, informa, em nota, a instituição.

O Banco Central pretende regular o sistema chamado de P2P, que envia dinheiro de uma conta corrente para o cartão de crédito a qualquer hora ou dia da semana por meio do celular

A Agenda BC+ é formada por medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente. 

Segundo matéria desta quinta-feira (19) do jornal Valor Econômico, o Banco Central pretende regular o sistema chamado de P2P – sigla em inglês para “peer-to-peer”, que são transações diretas entre pessoas e empresas. Assim, seria possível enviar, por exemplo, dinheiro de uma conta corrente para o cartão de crédito a qualquer hora ou dia da semana, por meio do celular. Para isso, será preciso haver interoperabilidade total entre contas correntes e cartões de crédito e mudanças no do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Atualmente, esse sistema não permite a conclusão de transferência entre bancos diferentes fora do horário comercial.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) divulgado nesta quinta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficou em 56,7 pontos em abril, um recuo de 2,3 pontos em relação a março. A queda é a primeira em oito meses, após seis meses de crescimento a partir de agosto de 2017 e dois meses de estabilidade. "O resultado de abril acende o sinal amarelo e indica revisão das expectativas dos empresários devido ao ritmo de recuperação da economia, que está mais lento do que o previsto no fim do ano passado", disse o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota divulgada pela confederação.

No cálculo do índice, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário. Quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Desta forma, apesar de ter apresentado queda, o ICEI está ainda acima dos 50 pontos e 2,5 pontos acima da média histórica, que é 54,2 pontos. O índice apresenta também crescimento de 3,6 pontos em relação a abril de 2017, quando ficou em 53,1 pontos.  

Componentes

De acordo com a CNI, a queda do ICEI em abril é explicada pela queda dos dois indicadores que o compõem. O índice de condições atuais, que avalia as condições correntes dos negócios, recuou 2 pontos, alcançando 51,5 pontos. O índice de Expectativas também caiu, 2,3 pontos, atingindo 59,4 pontos. 

Ambos permanecem, no entanto, acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando, segundo o estudo que ainda há uma percepção de melhora dos negócios, mesmo que menos significativa que no mês passado, e que há perspectivas positivas para os próximos seis meses. Na comparação com abril de 2017, ambos indicadores apresentaram crescimento, respectivamente, de 5,5 e 2,8 pontos.