O presidente Donald Trump assumiu uma posição ideológica contra as mudanças climáticas, impulsionando atividades poluidoras e não incentivando mais atividades não poluidoras. Um exemplo disso é a sua campanha agressiva a favor do uso do carvão mineral como uma fonte de combustível de geração elétrica, vis-à-vis a sua tentativa de acabar com incentivos à geração eólica e solar. Tentativa esta barrada pelo Congresso e pelos seus próprios partidários republicanos, dado que a geração eólica e solar vem criando uma enormidade de empregos em solo norte-americano.

Pois bem, toda essa campanha de Trump a favor do carvão deu com os burros n’água. Em 2018, a venda de carvão foi a menor dos últimos 39 anos. A continuar assim, os defensores de um mundo com equilíbrio socioeconômico e ambiental devem aplaudir Trump. Que continue assim!

Já do outro lado do Atlântico, o maior defensor de ações contra as mudanças climáticas se lambuzou totalmente com uma estratégia completamente errada.

Ao aderir a uma forma de colocar barreiras contra os combustíveis fósseis e, por conseguinte, colocar preço no carbono emitido, o presidente da França, Emmanuel Macron, não só deu também com os burros n’água como criou um problema interno sem precedentes (ou melhor, sem precedentes recentes) e outro ainda pior internacionalmente falando, pois está servindo de pretexto para irresponsáveis que são contra as ações para conter o aquecimento global para justificarem suas posições.

O que aconteceu com esses líderes de duas potências ocidentais?

Parece que o mais óbvio é que seguiram a tradição de, ao assumir o poder, se acharem acima de tudo e de todos. Assumiram ser os todo-poderosos e terem as ideias mais iluminadas, esquecendo-se que os governos ainda se encontram na era do telex, enquanto a sociedade civil já está no 5.0, mesmo que ainda um pouco desorganizada.

Os dois erraram, felizmente para o caso norte-americano e infelizmente para o caso francês.

Que, neste 2019, o líder norte-americano continue errando em suas políticas contra o mundo sustentável, mas que o povo do país continue acertando e ajudando o mundo a se transformar através do equilíbrio socioeconômico e ambiental.

Já para o líder francês, que tenha aprendido a lição e não repita erros crassos como o que foi cometido: nada de aumento de impostos e alíquota zero para tudo o que for sustentável. E que o povo francês encontre sua nova ordem com equilíbrio.

Com relação aos brasileiros, o desejo é de que o novo líder realmente seja capacitado por Deus no entendimento que o espaço para o Brasil no mundo só poderá ser conquistado por meio do equilíbrio socioeconômico e ambiental! Qualquer coisa fora disso… Bem, deixemos pra lá por enquanto...