A Amazônia brasileira representa 60% do território nacional. E o Pará, com uma área territorial superior a 1,2 milhão de km², é um estado de dimensões nacionais. Aliás, nas palavras do poeta, “é um país que se chama Pará”. França, Espanha e Portugal caberiam juntos dentro do território paraense. Não bastasse tamanha imensidão, o Pará ainda foi abençoado com um dos mais ricos solos do Brasil – é dono de algumas das maiores reservas minerais do planeta –, reservas de água potável e também de gigantesco potencial hidroelétrico, agropecuária pujante, natureza exuberante de fantástica biodiversidade para setores farmacêuticos e uma indústria crescente mesmo diante de um cenário de crise.

Não é difícil imaginar, portanto, que o Pará é alvo do interesse de grandes multinacionais, conglomerados financeiros e investimentos do capital estrangeiro, bem como se constitui num campo estratégico para qualquer política pública do futuro.

Atento a essas questões e antecipando o uso inteligente desses recursos, o governador Simão Jatene e equipe criaram o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Pará 2030. É uma nova estratégia econômica que visa a um crescimento ambicioso de 5% a 6% ao ano nos próximos anos.

O Pará 2030 está alicerçado em dez cadeias produtivas de valor – dentre elas, Turismo e Gastronomia. Os investimentos estarão espalhados por todo o território. Ao todo, serão 70 iniciativas, 230 ações e 1.400 marcos de implementação do programa. Com isso, o Pará almeja dobrar o crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB), o que deve gerar um incremento aproximado de R$ 76 bilhões.

Estado tem solo rico, grandes reservas minerais, potencial hidrelétrico, biodiversidade e indústria crescente

O desafio é a compreensão pela sociedade paraense do turismo como uma atividade econômica capaz de gerar emprego e renda, melhorando a qualidade de vida da população. Desde o lançamento do Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, em novembro de 2011, temos avançado gradualmente, a ponto de hoje a área de Turismo e Gastronomia ser uma das cadeias produtivas de maior valor agregado elencadas no Pará 2030. Nos mercados nacional e internacional, com um longo e contínuo trabalho de articulação junto ao setor empresarial, o Pará tem se firmado cada vez mais sob a ótica da Obra-Prima da Amazônia.

As ações já desenvolvidas vão desde a qualificação profissional até os investimentos em infraestrutura, passando pela formatação de produtos turísticos, estruturação dos destinos, acessibilidade nos modais terrestres, aéreos e fluviomarinhos, além de promoção, marketing e organização de uma ampla rede de prestação de serviços. O empresariado é fundamental e o estado é um facilitador e indutor através das políticas públicas que estimulam e fortalecem essa parceria.

Como exemplos: a construção dos centros de convenções de Marabá (em acabamento) e de Santarém (com projeto executivo concluído); o programa Voe Pará, que facilitou os acessos e fortaleceu a malha aérea internacional, nacional e regional para outros municípios através da desoneração do combustível de aviação em território paraense; nova lancha executiva e moderno ferryboat operando a Ilha do Marajó; press trips com veículos do Brasil e do exterior; campanha publicitária em parceria com o Ministério do Turismo denominada “Descubra a Amazônia”; participação em feiras de turismo nacionais e internacionais; lançamento de aplicativos de moderna interação com os turistas; projeto executivo dos terminais turísticos e fluviais de Soure e Salvaterra, municípios do Marajó; e, especialmente, uma estratégia de construção de rotas turísticas que alcança todos os polos. Atualmente, estamos implementando seis: Rota Belém-Bragança, Rota do Queijo do Marajó, Rota do Cacau e Chocolate, Rota da Comida Ribeirinha, Rota do Peixe da Esquina no Tapajós e Rota do Vale do Xingu.

Os números comprovam o quão importante é o setor hoje e o avanço do turismo paraense. Em 2011, o Pará recebeu 777 mil turistas, que deixaram no estado uma receita aproximada de R$ 380 milhões. Já ao final de 2016, foram mais de um milhão de turistas e a geração de uma receita líquida superior a R$ 700 milhões. Um crescimento vigoroso, acima da média do turismo nacional nos últimos cinco anos.

Somada ao turismo, vem a gastronomia paraense, com sua autenticidade e originalidade singulares. Uma culinária de ingredientes da cultura indígena, temperada com influências portuguesa e africana. Estamos colhendo os frutos de um trabalho, que já vem sendo executado há quase duas décadas, de valorização, promoção, visibilidade e sofisticação da culinária do Estado do Pará.

Intercâmbio com chefs de cozinha do Brasil e do exterior, festivais gastronômicos, criação de institutos focados na nobre arte da cozinha, parcerias com universidades para formação de profissionais graduados e qualificação profissional do setor são algumas ações que resultaram numa aprovação de 99,2% dos turistas estrangeiros em visita ao país em 2016, e que elegeram a gastronomia paraense como a melhor do Brasil, em pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo, divulgada em agosto deste ano.

Com promoção, divulgação e marketing, com acessibilidade, com a organização de uma rede de prestação de serviços de qualidade, que contempla a gestão pública em parceria fundamental com o setor empresarial, e com incentivo a criação de novos negócios, o Pará está hoje na vanguarda do turismo na Amazônia.

E está de braços abertos para todos que quiserem participar desse desenvolvimento. Venha você também para o Pará: a Obra-Prima da Amazônia.

Adenauer Góes - Secretário de Estado de Turismo do Pará