Numa demonstração de uma idiotice sem precedente na história mundial, o presidente norte-americano anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Antes de criticá-lo, temos de agradecê-lo, pois ele aglutinou os outros 194 países a reacender as energias para que o acordo atinja sua meta de diminuir a temperatura mundial em 1,5 grau através da menor emissão dos gases do efeito estufa, o que por si só já é um grande avanço na melhoria da qualidade de vida da humanidade.

Temos que congratular o presidente chinês por assumir esse papel de impulsionar a economia verde mundial. Que seja muito bem-vindo!

Nos Estados Unidos da América, cerca de 200 mil americanos morrem por ano de problemas decorrentes da poluição do ar. Mais da metade dos rios e riachos americanos estão poluídos, afetando gravemente o ecossistema americano, principalmente a saúde de seus cidadãos.

A economia verde tem como prerrogativa buscar o equilíbrio sócio-econômico-ambiental. Só no ano passado, foram geradas na Califórnia (estado americano que usou a economia verde para, além de melhorar a qualidade vida de seus habitantes, também promover a geração de empre­gos e a retomada do crescimento econômico sus­tentável) mais empregos em 2016 do que o segundo e o terceiro colocados juntos na estatística de empregos.

A maior parte da tecnologia e do conhecimento para a implementação da economia verde até o momento vem dos Estados Unidos, mas tudo indica que os chineses deverão ultrapassá-los em breve.

O foco do presidente americano está na economia desgastada e degradante do passado. E o foco do presidente chinês está na economia do futuro. Neste ato, Trump demonstra o seu arcaico pensamento em relação ao mundo, e transforma o “América Primeiro” em “América Sozinha”.

Hoje, sabemos que toda essa estratégia foi forjada durante anos, através do David Horowitz Freedom Center, que formou os mais próximos conselheiros de Trump, como por exemplo, o aspirante a Goebbels do século 21, Steve Bannon, que de banqueiro falido virou o estrategista-chefe do presidente irresponsável.

Foi muito confortante ver que a maioria dos líderes mundiais não só contestarem a idiotice do atual líder americano, mas reforçarem suas posições em favor de um mundo sustentável. Assim, podemos reunir nossas humildes forças para fazermos um bom combate. O combate da inteligência contra a burrice. Certamente quem estiver do lado da inteligência vencerá.

Mais reconfortante foi ver a reação dos próprios americanos contrários ao ato desastroso do seu presidente atual. Estados criaram imediatamente a Aliança dos Estados Unidos para o Clima. Claro, a Califórnia está nessa aliança. Nova York também.

A justificativa ao ato foi de que o presidente foi eleito para defender os interesses dos cidadãos de Pittsburgh, e não de Paris. Numa reação imediata, o prefeito desta cidade americana foi a CNN dizer que 80% dos eleitores de Pittsburgh votaram em Hillary, e o prefeito assinou o manifesto contrário ao ato presidencial desastroso e irresponsável.

Presidentes de grandes empresas america­nas, como o da GE, conclamaram os parceiros industriais a irem à luta em favor da economia verde, mesmo sem o apoio do governo federal americano. Faz sentido, pois são empresas globais e hoje muito focadas em contribuir para um planeta sustentável.

Pois, diante desse fato, inicialmente visto como terrorista pelo ato egocêntrico de Trump, podemos reagir mais unidos ainda. Uma modesta sugestão aos líderes dos 194 países seria implementar uma gradativa, po­rém pesada, taxação de produtos e serviços que promovam a economia fóssil. Esse ato serviria muito para acelerar o incentivo à implementação da economia verde, de forma bastante rápida e sepultar as indústrias que não se comprometem pela melhor qualidade de vida da população, tais quais as indústrias dos irmãos Koch, americanos e grandes financiadores desse ato irresponsável e idiota do presidente Trump.

Mas, além do apoio dos famigerados irmãos Koch (empresários americanos detentores de indústrias da economia poluente), a errada decisão de Trump teve também um forte apoio de um deputado republicano americano, Tim Walberg, que da cidade de Coldwater declarou: “Deus vai cuidar das mudanças climáticas, se é que elas existem”.

Vamos torcer para que o povo americano possa encaminhar o seu presidente atual para agir com mais responsabilidade, ou então que o leve para brincar em outras paragens.

Enquanto isso, assistimos ao mundo ter uma nova liderança e neste caso, sim, temos que congratular o presidente chinês por assumir esse papel de impulsionar a economia verde mundial. Que seja muito bem-vindo!