“O Brasil ainda não tem um plano firme para a área de tecnologia e sustentabilidade, e vem inclusive aumentando a sua pegada de carbono. Estamos tentando mostrar que a descarbonização da economia é uma grande fonte de desenvolvimento econômico que o país não está aproveitando”: o alerta é de Tania Cosentino, presidente da Schneider Electric na América do Sul.

Tania foi uma das participantes do Innovation Summit Paris, promovido em abril pela multinacional na capital francesa. No evento, que reuniu cerca de 5 mil pessoas, houve debates sobre algumas das principais tendências para a economia do século XXI. O CEO global da Schneider, Jean-Pascal Tricoire, lembrou que para muitos a eletricidade é o passado, enquanto o digital seria o futuro. Em sua opinião, trata-se de um duplo equívoco: o digital já é o presente, e o futuro da eletricidade – que terá a função de alimentar um mundo com cada vez mais aparelhos conectados – está repleto de novas possibilidades.

Quem também chamou a atenção para as enormes possibilidades trazidas pela digitalização, com desafios que no momento são iguais para todos no mundo inteiro, foi Cleber Morais, presidente da empresa no Brasil. “O que não podemos é perder mais uma vez o bonde da história. O bonde está passando e a chance de a gente entrar é muito grande”, considera.

AméricaEconomia, que torce e trabalha para que o país não se perca nessa viagem, estava presente ao Innovation Summit e traz nesta edição a cobertura do evento.