O mundo está mudando para uma realidade multipolar, em que novas potências trarão visões divergentes e por vezes conflitantes a respeito de como políticas de alcance global devem ser implementadas e conduzidas; a revolução tecnológica traz avanços tão rápidos que governos e indivíduos isoladamente não conseguem mais dar conta deles; a desigualdade é um problema grave na relação entre países e também dentro de cada sociedade – para Klaus Schwab, que há 47 anos criou o Fórum Econômico Mundial (FEM), esses são os três grandes desafios à frente da humanidade.

Schwab esteve em São Paulo entre os dias 13 e 15 de março para conduzir os trabalhos da edição latino-americana do fórum. Os debates incluíram temas como migração, inovação na agricultura e a proliferação deliberada de notícias falsas e difamação na internet, entre muitos outros. O formato seguiu aquele que faz do evento anual de Davos, na Suíça – do qual participam regularmente os principais líderes políticos e empresariais do mundo –, a faceta mais conhecida do FEM, transformando-o ao longo das décadas numa das mais importantes arenas dos debates globais. Para seu criador, porém, “o que realmente importa é que, sob os eventos, corre um grande fluxo de iniciativas”.

Sobre algumas delas, o próprio Schwab falou na entrevista exclusiva que concedeu à AméricaEconomia durante o FEM na América Latina. A revista foi um dos raríssimos órgãos de imprensa com quem o criador do fórum conversou, de forma extremamente atenciosa, nesta passagem por São Paulo.

O resultado da entrevista está num texto especial de oito páginas que, temos certeza, provocará reflexões importantes e oportunas.