O boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que reúne projeções sobre a economia brasileira, subiu a previsão de crescimento do PIB do país para este ano: de 2,69% para 2,7%. A estimativa consta do relatório divulgado no dia 15 de janeiro.

Na mesma data, o BC publicou também os dados referentes ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), indicador que ajuda a instituição a tomar decisões sobre a taxa Selic. Em novembro de 2017, o IBC-Br dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou alta pelo terceiro mês seguido: de 0,49%. Em outubro, a alta havia sido de 0,37% e, em setembro, de 0,27%.

A depender do observador, e da tortura que quiser impingir aos números para que confessem o que lhe convier, podemos estar diante de um cenário de recuperação da economia – ainda que tímida, ou mesmo timidíssima, dadas as baixíssimas bases de comparação –, ou de apenas um momento em que paramos de cair, embora ainda seja necessário grande esforço para que possamos dizer que voltamos a subir.

Como já se defendeu neste espaço, é preciso que esses índices e números – não por acaso acompanhados de um insistente zero antes da vírgula – se façam sentir em melhorias concretas no bolso e no dia a dia dos principais interessados: a população brasileira. Ali onde a realidade pega de verdade – o bolso dos trabalhadores –, ainda não há muito o que comemorar. A Fecomércio de São Paulo, por exemplo, aponta que 2,19 milhões de famílias estavam endividadas no estado em dezembro do ano passado. São 200 mil famílias a mais do que no mesmo mês de 2016.

Nesta primeira edição de 2018, AméricaEconomia apresenta o desempenho de um setor que está em pleno voo: o do licenciamento, simbolizado no sucesso estrondoso da Comic Con Experience do Brasil. Esperamos sinceramente que, ao longo de um ano que terá sua grande cota de agitação política, consigamos apurar muitas boas histórias para contar.