Contam-se às dezenas os livros de autoria do jurista Ives Gandra da Silva Martins – e às centenas os que ele organizou ou participou como coautor. Parte expressiva dessa obra destina-se a comentar e esmiuçar a Constituição Federal de 1988. É do alto dessa autoridade que o advogado e professor universitário diz, em entrevista exclusiva publicada nesta edição de AméricaEconomia, que o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que pode haver prisão após decisão em segunda instância não está de acordo com o texto constitucional.

Da mesma forma, Ives Gandra critica a extrapolação de funções do Ministério Público e a invasão, pelo Judiciário, de funções privativas do Legislativo – e mesmo do Executivo, quando se impede a posse de uma ministra nomeada pelo presidente da República, por exemplo.

A entrevista aborda também as consequências do julgamento do ex-presidente Lula e o cenário político e econômico do Brasil pelo olhar de um experimentado observador – e protagonista – da vida nacional.

Nessa condição, Ives Gandra enfatiza a necessidade de que o país faça um grande investimento em educação, caminho fundamental para o progresso dos cidadãos e da sociedade. Nesta edição, AméricaEconomia dá uma contribuição relevante a esse debate ao publicar um alentado artigo da professora Claudia Costin, dona de grande experiência na administração pública e no ensino superior.

No texto, a autora faz uma análise histórica dos problemas e desafios da educação brasileira, apontando para um horizonte de “condições favoráveis para recuperar o atraso”, em que pese a ausência de “um grande projeto de transformação, pactuado entre União, estados e municípios”.

Como a professora diz em seu texto, há exemplos de instituições de excelência no país, e a maior referência entre elas é a Universidade de São Paulo (USP). O desafio de formar os jovens profissionais num mundo de profundas transformações tecnológicas e econômicas é um dos temas sobre os quais AméricaEconomia ouviu o novo reitor da USP.