Indicadores – tímidos, ainda muito tímidos – que sinalizam pequenas reações da economia brasileira têm sido divulgados aqui e ali, por vezes seguidos de manifestações oficiais que soam exageradas a quem se dedicar a analisar os números com mais atenção. Se é preciso de fato encarar o futuro com otimismo, não é prudente deixar-se levar por visões demasiado edulcoradas de um cenário que ainda não permite tamanhas efusões.

Sobre isso falam de cátedra os cidadãos brasileiros. Em setembro, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, medido pela Confederação Nacional da Indústria, demonstrou que os consumidores brasileiros estão mais pessimistas em cinco dos seis componentes avaliados. A população acredita na piora do desemprego, na queda da renda pessoal, no aumento do endividamento das famílias, na subida da inflação e no agravamento da situação financeira. Apenas a expectativa em relação às compras de bens de maior valor agregado aumentou na comparação com agosto.

Mês em que, por sinal, a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito, Marcela Kawauti, comentando levantamento sobre inadimplência feito pela entidade, alertou: “O brasileiro ainda não sente no bolso os efeitos práticos do processo de melhora gradual da economia. Apesar de inflação e juros mais baixos, a atividade econômica ainda não ganhou tração. O desemprego continua elevado e a renda do brasileiro segue deprimida”.

Convém, portanto, deixar para estourar foguetes e espumantes quando esses reflexos se manifestarem na vida real dos brasileiros.

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Enquanto isso, quem pode comemorar a melhora em suas condições de vida são os pets, outrora conhecidos por animais de estimação. Cachorros e gatos são os principais motores do crescimento de um mercado de consumo e serviços que deve movimentar quase R$ 19 bilhões neste ano no Brasil. Veja os detalhes na reportagem de Beatriz Santos nesta edição.