ANTT envia ao TCU estudos para leilão da BR-040 entre o DF e MG

Brasília - A Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT) encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) os estudos
relativos à concessão da BR-040, entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG). 

Em entrevista à
Reuters na semana passada, o ministro dos Transportes, César Borges, havia dito
que espera a aprovação desses estudos até o fim de novembro, para viabilizar a
realização do leilão no dia 27 de dezembro.

Os estudos,
disponíveis no site da ANTT (www.antt.gov.br) mantém, para essa rodovia, a
mesma taxa interna de retorno prevista para as demais rodovias que vão a
leilão, de 7,2 por cento.

A tarifa-teto
proposta para o pedágio ficou em 0,0973 real por quilômetro, o que geraria uma
arrecadação, em 25 anos, de cerca de 24,7 bilhões de reais.

Os estudos preveem
ainda financiamento do BNDES ao projeto, de até 80 por cento dos itens
financiáveis (não são financiáveis, por exemplo, desapropriações e equipamentos
importados).

Ao todo, o governo
ainda quer realizar mais quatro leilão de rodovias até o fim do ano, incluindo
o da BR-040 (DF-GO-MG). Os outros três já estão marcados: o da BR-163 (MT) será
em 27 de novembro, o das BRs 060/153/262 entre o Distrito Federal, Goiás e
Minas Gerais, no dia 4 de dezembro e o da BR-163 (MS), no dia 17 de dezembro.

Painel cai de fuselagem do Boeing 787 Dreamliner em voo

Seattle - Um painel da fuselagem de um avião Boeing 787 Dreamliner operado pela Air India caiu durante uma aterrissagem no sábado (12), na última falha da aeronave de alta tecnologia que sofreu uma série de contratempos desde seu lançamento, há dois anos.

A peça de fuselagem de 2,4 por 1,2 metro caiu da parte de baixo da aeronave e foi encontrada dentro do perímetro do aeroporto de Bangalore, na Índia, disseram as autoridades.

Os pilotos do avião, que transportava 148 passageiros e tripulantes a partir de Nova Déli para Bangalore, não perceberam que o painel estava faltando até que o avião pousou, afirmou o The Times of India.

Uma foto no site do jornal mostrou uma grande abertura na barriga do avião, deixando componentes e a infraestrutura interior da aeronave visíveis.

A Boeing e a Air India disseram que não houve risco para a segurança dos passageiros.

Um porta-voz da Air India afirmou que o painel tinha sido enviado para análise. Por sua vez, o porta-voz da Boeing afirmou que a fabricante de aviões estava trabalhando para entender o que causara a separação do painel.

O painel foi substituído por outro retirado de um 787 Dreamliner, acrescentou o porta-voz da Air India. Ele afirmou que oito Dreamliners operados pela Air India estão em serviço e um nono deve começar a voar "a qualquer momento."

"Do ponto de vista da segurança, não há perigo em absoluto", disse o porta-voz. Ele afirmou que as autoridades estão investigando o incidente.

O modelo 787 da Boeing já enfrentou sobreaquecimento de bateria, um problema que levou reguladores a determinar que toda a frota ficasse em solo em janeiro. Os voos foram retomados em abril. A companhia aérea escandinava Norwegian Air também criticou a confiabilidade do avião.

LLX ratifica eleição de Roberto Senna como presidente do conselho

São Paulo - Os acionistas da empresa de infraestrutura portuária LLX ratificaram em assembleia nesta segunda-feira a eleição de Roberto Senna como presidente do Conselho de Administração, segundo ata do encontro.

Os acionistas também ratificaram a eleição de Luiz Fontoura de Oliveira Reis Filho, Kevin Lee Lowder e Robert Blair Thomas como membros do Conselho, sendo que a posse deles está sujeita a à subscrição e integralização das ações da LLX que o grupo norte-americano EIG deverá fazer em decorrência da cessão do controle da companhia pelo empresário Eike Batista.

Empresa mexicana abandona Argentina por falta de retorno financeiro

Santiago - O Grupo Elektra anunciou na segunda-feira (2) o retiro de seus investimentos e operações na Argentina, entre outros fatores, pelo controle cambiário e restrições ao comércio exterior.

A companhia, propriedade do mexicano Ricardo Salinas, explicou em comunicado enviado à Bolsa Mexicana de Valores que essa "decisão é resultado de um difícil ambiente macroeconômico e de negócios".

No documento ainda estava explícito que os fatores que tornam inviáveis o negócio é o "controle de câmbio e as restrições à importação e exportação que limitam o acesso à mercadorias para o comércio, enquanto os controles de fluxo de capitais estáo restringidos à inversão".

Além do grifado, ele também sinalou que "a alta inflação dificulta o planejamento de negócios, enquanto a regularização de trabalho permite que práticas sindicais afetem o ambiente de trabalho".

Salinas também denunciou que nesse país "existe uma cultura do não pagamento de dívidas, onde se torna inviável o negócio de crédito".

Elektra afirmou que suas operações na Argentina são "pouco significativas" respeito o tamanho da companhia e aclarou que nao mantém atividades bancárias, as quais permitem desenvolver operações exitosas em outras regiões.

O Grupo Elektra é formado pelo consórcio Grupo Salinas, que opera a Televisão Azteca, uma companhia telefônica móvil e o Banco Azteca.

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