A América Latina ocupa uma posição importante, atualmente, como uma das regiões com maiores taxas de crescimento e uma redução significativa da exclusão digital. Isso pode ser notado nos resultados apresentados no Índice Global de Conectividade, feito pela Huawei. 

A pesquisa, desenvolvida pela empresa chinesa todo ano, analisa 50 países que respondem por 90% do PIB mundial e 78% da população mundial.

Neste ranking, as nações são divididas em três categorias: líderes, intermediárias e iniciantes. A classificação é feita com base nos investimentos, na capacidade da banda larga, data centers, cloud computing, internet das coisas e big data.

Os resultados

Em nível global, o ranking é liderado por Estados Unidos, Singapura e Suécia. Cada um desses países apresentou uma alta do seu Índice Global de Conectividade (IGC) de pelo menos seispontos. O primeiro país latino-americano a aparecer na lista é o Chile, que ocupa a 25ª posição.

"O Índice Global de Conectividade 2017 mostra que as TIC (tecnologias da informação e da comunicação) se tornaram um motor para o crescimento econômico dos países, sendo uma ferramente fundamental para impulsionar a competitividade", diz Marcelo Pino, gerente de assuntos corporativos da Huawei Chile.

De fato, de acordo com modelos econômios aplicados em março desse mesmo estudo, é possível estimar que cada dólar investido em infraestrutura TIC gera um retorno de US$3 no PIB atualmente e deve chegar a US$ 3,70 em 2020 e a US$ 5 em 2025.

A presença latino-americana

Na América Latina, após o Chile aparecem Brasil e México, que ocupam as posições 30 e 32 do ranking. Após eles aparecem Colômbia (34), Argentina (36), Peru (37) e Venezuela (42).

Paraguai, Uruguai e Bolívia não chegaram a ser analisados no estudo.

De acordo com a Huawei, o primeiro lugar do Chile no estudo pode ser explicado pelas importantes melhores que o país teve em relação à conexão internacional, cobertura 4G, fibra ótica e estratégias de cloud computing. O progresso na infraestrutura foi impulsionado pelo Plano Nacional Digital e pela colaboração entre o governo os operadores de serviços de telecomunicações para amplias a cobertura.

No último posto na América Latina (e quase em nível global) aparece a Venezuela, sobretudo pela baixa penetração de banda larga no país, embora tenha conseguido um pequeno avanço em relação ao 4G.

De qualquer forma, o estudo anuncia um futuro positivo para o país, já que leva em conta os planos do governo venezuelano de criar uma companhia estatal de comunicações. Uma empresa que poderia ajudar a nação nesse setor e nas tecnologias de informação, já que também iria fornecer suporte local e manutenção para as novas tecnologias da área.