A penetração de smartphones é cada vez maior na América Latina. Além dessas cifras, também têm evoluído os serviços de redes de conexão para estes aparelhos.

Quais países lideram na região quanto ao uso e alcance da tecnologia 4G e LTE (Long Term Evolution, que foca mais na transmissão de dados do que a de voz entre os aparelhos, otimizando a conexão) entre os usuários?

Segundo um novo estudo realizado por 5G Américas, o nível de penetração LTE na América Latina para o quarto trimestre de 2016 já avançou 8,3% em relação ao segundo trimestre do ano passado, quando chegou a 14,18 % da população latino-americana.

Ou seja, até o momento nossa região atingiu um nível de penetração de 22,5% em relação à LTE, com apenas cinco países acima da média regional. Trata-se de Uruguai, Argentina, Chile, Brasil e Costa Rica.

O Uruguai segue na liderança na adoção da LTE na América Latina com uma penetração que chega a 79,6% de seu mercado. No entanto, esta liderança ainda não provocou a adoção de novos serviços de LTE-A, já que eles não são oferecidos de forma comercial no país.

Por que o Uruguai, então, ocupa o primeiro lugar? De acordo com a 5G Americas, a liderança é explicada pela alta capilaridade de fibra óptica nessa nação e ao perfil de usuário inclinado a adotar novas tecnologias com maior rapidez.

Em segundo lugar aparece a Argentina, que superou o Chile nesta edição do estudo. O sucesso neste mercado se deve, de acordo com o estudo, a uma maior quantidade de dispositivos capazes de se conectar a redes LTE no país.

Em seguida aparece o Chile, com uma penetração LTE de 30,8%, um avanço de cerca de 4,4 pontos percentuais em relação à última pesquisa.

Após a nação andina, aparecem Brasil (4º), Costa Rica (5º) e México (6º), com penetrações LTE de 28,9%, 27,8% e 21%, respectivamente.

No caso do México, houve um aumento de mais de dez pontos percentuais entre o segundo e quarto trimestres de 2016.

Diferentemente desses cinco países, outros mercados latinos não subiram nem desceram no ranking, mantendo a mesma posição. Trata-se do caso de Venezuela, República Dominicana, Honduras, Guatemala, Nicarágua e El Salvador, uma série de nações que tiveram leves variações em pontos percentuais no nível de penetração LTE.

No entanto, cabe notar que, entre eles, El Salvador representa o caso de implementação da tecnologia mais recente, feita no último trimestre de 2016.

No outro extremo da lista em relação ao Uruguai aparece a Bolívia, o único mercado que teve uma variação negativa na penetração de LTE em 2016, deixando a os melhores lugares da classificação. Algo parecido ocorre com o Paraguai, que caiu três posições em relação ao segundo trimestre do ano passado e teve uma das menores taxas de crescimento da rede LTE.

O que levou ao crescimento da LTE?

De acordo com o relatório, alguns dos pilares de crescimento da LTE na região - para alcançar uma maior cobertura e impulsionar os mercados - a disponibilidade para usar diferentes frequências, como é o caso de 700 megahertz, para assim expandir sua difusão para zonas suburbanas e rurais.

Essa cobertura ampliada, além de uma maior quantidade de usuários com dispositivos capazes de se conectar a esta tecnologia, tem contribuído para a expansão da tecnologia, sobretudo nos países onde ainda não é uma tendência a rede móvel.