O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou a possibilidade de enviar grandes contingentes de infantaria à Síria em entrevista à Fox, que ocorria enquanto o secretário de Estado, Rex Tillerson, se reunia com Putin em Moscou.

"Não iremos à Síria", disse Trump. "Honestamente, Putin está apoiando uma pessoa que é realmente malvada e acho que isso é muito ruim para a Rússia. Acho que é muito ruim para a humanidade e é muito ruim para o mundo", afirmou, referindo-se ao presidente sírio, Bashar al Assad.

Trump também acusou Assad de usar armas químicas, bombas "de barril" e de realizar outros tipos de ataques contra civis. "Honestamente, ver crianças sem braços, sem pernas, sem rosto. É um animal", disse.

Tensões e acusações mútuas entre Rússia e Reino Unido

Já a Rússia acusou o Reino Unido de tentar minar a sua cooperação com os EUA em relação à Síria e de buscar apenas a derrota do presidente sírio.

"Parece que vocês têm medo de que colaboremos com a União Europeia. Fazem todo o possível para minar nossa colaboração", disse o embaixador russo Vladimir Safronkov a seu homólogo britânico, Matthew Rycroft, que havia feito anteriormente um discurso bastante crítico a Moscou.

Safronkov acusou o Reino Unido e a França de apoiar "grupos armados clandestinos" na Síria e buscar apenas a troca de governo no país. "Parece que para vocês a mudança de governo é mais importante que a opinião da maioria da comunidade internacional", afirmou.

O representante russo assegurou que após o ataque dos EUA contra a base aérea síria de Shayrat ocorreu uma "escalada de tensão" e, por isso, é "mais importante do que nunca promover uma 'saída' política" na Síria.

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