O presidente brasileiro, Michel Temer, foi acusado por um delator da construtora Odebrecht de ter pedido um suborno de US$ 40 milhões, o equivalente a 5% de um contrato com a Petrobras, em 2010.

A declaração foi feita pelo ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Marcio Faria da Silva em vídeo divulgado pelo Supremo Tribunal Federal. Ele narrou que o acordo foi realizado no escritório de Temer no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em 2010.

Os vídeos de 39 dos 77 delatores da Odebrecht estão causando estragos entre a classe política brasileira, já que executivos estão denunciando, em troca de sentenças menores, que corromperam ou financiaram campanhas eleitorais de forma ilegal.

Nas delações são citados ex-presidentes como Luiz Inacio Lula da Silva, Dlma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor de Mello, assim como recebecomo destinatários de milhões em subornos cada líder e ex-candidato presidencial do PSDB, senadores Aecio Neves e José Serra e Governador São Paulo, Geraldo Alckmin.

Na denúncia mais grave feita até agora contra o atual presidente, o delator afirma que Temer liderou uma reunião para o pagamento dos US$ 40 milhões ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Naquela época, Temer era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff e o PMDB controlava uma diretoria na Petrobras que foi uma das fontes de arrecadação do partido do hoje presidente.