Promotores suecos anunciaram nesta sexta-feira (19) que encerraram uma investigação preliminar sobre acusações de estupro contra o fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, acabando com um impasse que já durava sete anos.

A procuradora-chefe Marianne Ny afirmou que decidiu "descontinuar a investigação" porque não vê chances de prendê-lo.

Segundo Ny, a permanência de Assange na embaixada do Equador impediu a execução do pedido de extradição e agora não é mais possível realizar a transferência em tempo "razoável". Diante da impossibilidade de Assange comparecer perante a Justiça sueca, não faz sentido manter a investigação, argumentou.

Ny acrescentou que, se Assange retornar à Suécia antes de o caso expirar, em agosto de 2020, a investigação poderá ser retomada. Ela lamentou não poder prosseguir o inquérito e disse que a decisão de interrompê-lo não implica qualquer tipo de julgamento sobre a culpa do acusado.

Assange, de 45 anos, vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012, após solicitar asilo para evitar uma extradição para a Suécia por causa da acusação de estupro, negada por ele. Assange temia que, da Suécia, ele pudesse ser extraditado para os Estados Unidos, onde acabaria sendo julgado pelo vazamento de milhares de documentos confidenciais.

O Reino Unido afirmou que Assange continua sendo procurado pela Justiça britânica por não ter se apresentado para extradição e que será detido se deixar a embaixada do Equador.

Assange foi ouvido em novembro passado por um promotor sueco. Ele voltou a negar a acusação de estupro, feita por duas mulheres, e disse que o sexo foi consensual.

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