Os Estados Unidos estão preparados para agir de forma unilateral em face a uma ameaça nuclear da Coreia do Norte caso a China decida não cooperar, advertiu o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista ao "Financial Times" .

Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, vão se reunir pela primeira vez na Flórida nos dias 6 e 7 de abril e é esperado que debatam temas como Pyongyang, as tensões no mar da China Meridional e as desavenças em relação a temas comerciais.

O presidente dos EUA assegurou ao jornal que irá abordar a crescente ameaça do programa nuclear da Coreia do Norte com o seu homólogo chinês.

"A China tem grande influência sobre a Coreia do Norte. E a China vai decidir se irá nos ajudar ou não em relação à Coreia do Norte", Trump disse ao jornal. "Se o fizer, vai ser bom para a China, e se não o fizer, não será bom para ninguém."

Os Estados Unidos enfrentariam a Coreia do Norte inclusive sem a cooperação da China, disse Trump.

A Coreia do Norte seguiu promovendo em 2016 o seu programa nuclear, em desafio aberto a todas as resoluções das Nações Unidas, e existem suspeitas de que estão desenvolvendo um míssil de longo alcance que poderia alcançar a região costeira dos Estados Unidos.

Trump adiantou que a reunião com o mandatário chinês, Xi Jinping, será complicada por causa do protecionismo econômico e da guerra comercial que os EUA vêm anunciando com a China, além da política de manipular o iuan (a moeda chinesa) que, segundo diz em entrevista, as administrações anteriores "não faziam a menor ideia" de como lidar com o assunto. "Mas eu faço", afirmou.

O presidente não quis dizer se vai iniciar o encontro com Xi falando da Coreia do Norte e seguir para temas comerciais, salientando que ele não é como "os EUA do passado, que dizia [coisas como] onde iríamos atacar no Oriente Médio" e que prefere ser do tipo "imprevisível".

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