Flexibilidade de horário, exigências pouco rigorosas e dinheiro rápido são alguns dos principais motivos que levaram à frota de condutores chilenos habilitados pela Uber a alcançar a marca de 50 mil. 

De acordo com o "La Tercera", o aumento do número de veículos que prestam serviços informais de transporte já ultrapassou com folga o número de táxis, que somam 44 mil veículos no país (metade desse total na capital, Santiago).

Os taxistas reclamam de competência desleal, uma vez que precisam pagar todo ano quantias consideráveis para trabalhar no ramo de transporte de passageiros.

Para o representante da Uber, Carlos Schaaf, "o número de usuários e motoristas demonstra que o novo conceito de mobilidade foi compreendido e absorvido pelos chilenos".

Parte desta expansão poderia ser explicada, de acordo com especialistas, pelo fato de a plataforma de começado a aceitar pagamentos em dinheiro, o que aumentou tanto o número de motoristas como de usuários em poucos meses. 

Além disso, o trabalho de motorista é uma alternativa diante das altas taxas de desemprego no país. 

A parte negativa dessa realidade é o aumento no número de roubos e ataques a motoristas da Uber, a maior parte feita por grupos de taxistas que solicitam o serviço para atacar o motorista da empresa assim que ele chega ao local.

Outra desvantagem são as altas multas que os motoristas da Uber podem receber, já que o sistema ainda não foi regulamentado no país. 

Desde 2016 tem sido cogitada a possibilidade de implementar uma lei para regularizar o sistema, mas ainda não ocorreram avanços.

Um porta-voz da Associação de Táxis Executivos, entidade que demanda uma legislação para estabelecer exigências mais rígidas a esses serviços, solicitou ao governo aprovar um projeto de lei proposto em outubro passado, mas que ainda não tem data para ser votado na Comissão de Transportes. 

"Eles devem esclarecer se haverá regulamentação no setor ou não. Esses motoristas continuam entrando no negócio de forma agressiva e ninguém regula o seu funcionamento em relação a licenças profissionais ou estado do veículo", afirma.