A Comissão Reguladora de Energia (CRE) do México aprovou a eliminação do preço máximo do gás natural comercializado nas chamadas Vendas de Primeira Mão (VPM).

A medida tem o objetivo de facilitar a disponibilidade de alternativas de fornecimento do combustível no país, permitindo que outras  companhias, além da Pemex, ofereçam alternativas de abastecimento com preços determinados pelo mercado. Também será facilitada a recuperação da produção de gás natural pela Pemex, mitigando assim o déficit que o país enfrenta, sobretudo na região Sul-Sudeste.

Desta forma, espera-se que os 16 produtores de gás natural além da Pemex, dos quais alguns se encontram no Sul, e que têm contratos como resultado das licitações da CNH, possam oferecer sua produção.

A CRE afirma que os fornecedores privados, que já têm a capacidade de importar e transportar no Sistema Nacional de Transporte de Gás Natural, poderão competir no setor de fornecimento a preços competitivos.

A previsão é que, com a medida, sejam gerados incentivos para o desenvolvimento de novos projetos de transporte, armazenamento, regaseificação e compressão que permitam no médio prazo contar com mais alternativas de acesso ao gás natural.

No entanto, a eliminação do preço máximo do gás natural não significa a desregulamentação total das vendas de primeira mão, já que a CRE irá continuar a regulação através de termos e condições, assim como por meio de modelos de contratos de comercialização da Pemex.

Segurança operacional.

A Agência de Segurança, Energia e Ambiente (Asea) publicou no domingo (18) no Diário Oficial da Federação as diretrizes de segurança operacional e proteção ambiental aplicáveis às atividades de venda ao público de gás natural, distribuição e venda de gás liquefeito de petróleo e de hidrocarbonetos.

Os regulados devem contar com um sistema de administração que considere todo o ciclo de vida das instralações, incluindo seu abandono e desmantelamento, a fim de mitigar o risco dessas atividades.