O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a seu ministro de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, que forme uma comissão para processar "os que atacam a Venezuela no mundo", insistindo ao governo espanhol que se pronuncie a respeito da agressão sofrida por um embaixador venezuelano em Madri. 

"Eu o encarrego de uma comissão especial, de uma equipe especial que entre com ações contra os fascistas que agridem a Venezuela em Madri, em Bogotá, em Miami, em Washington; leis severas existem, sobretudo na Europa, contra o ódio e a perseguição", afirmou o mandatário.

Maduro deu a ordem durante uma reunião com ministros no Palácio de Miraflores e pediu a Rodríguez que "lidere a cruzada" contra o "ódio fascista" e as ameaças "à família venezuelana".

Segundo ele, os ataques são aprte de uma "campanha global" por trás da qual estão "os serviços de inteligência dos Estados Unidos e o governo do país, com o apoio de governos de direita que, lamentavelmente como no caso da Espanha, se prestam a [serem lenientes] com a agressão fascista contra o nobre povo da Venezuela".

Ele reiterou o que afirmou na sexta-feira passada, quando acusou o governo Rajoy de permitir a "agressão" contra o embaixador venezuelano na Espanha, Mario Isea, que denunciou havia denunciado no dia anterior que foi sequestrado, junto com um grupo de diplomatas, por opositores venezuelanos. 

"Por que o governo de Mariano Rajoy permitiu a agressão contra o embaixador da Venezuela por esses grupos fascistas?", quesionou Maduro, que também reiterou seu pedido ao rei da Espanha, Felipe VI, que investigue o que ocorreu. 

Ele também mencionou o caso de Lucía, filha do líder chavista Jorge Rodriguez, que foi abordada por uma mulher na Austrália, local onde mora atualmente. Em maio, ela foi abordada por um grupo de venezuelanas que confrontaram por causa do seu pai, dizendo que "pessoas estão morrendo" por causa dele.  

"Eu faço um apelo à igreja judaica no mundo, à federação judaica mundial, à federação latino-americana judaica para que seja feita justiça no caso da agressão pessoal e moral que sofreu a filha de Jorge Rodríguez por parte de uma integrante da comunidade judaica", afirmou.