O líder chinês Xi Jinping disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a China está comprometida com a desnuclearização da Península da Coreia, mas pediu aos EUA que procurem uma resolução pacífica com Pyongyang. As afirmações foram feitas durante uma conversa telefônica nesta quarta-feira (12).

De acordo com a emissora estatal chinesa CCTV, Xi disse que a China "está comprometida com a meta de desnuclearização da península, com resguardar a paz e a estabilidade na península e defende a resolução de problemas por meios pacíficos."

As declarações de Xi ocorrem após Trump ter dito, no Twitter, que se a China não quiser se envolver com a questão envolvendo a Coreia do Norte, "vamos resolver o problema sem eles".

Trump adotou um tom mais agressivo contra a política norte-coreana, comprometendo-se a fazer uso de medidas unilaterais se necessário e enviar o porta-aviões Vinson à península coreana.

A decisão de Trump de lançar um ataque de mísseis contra a Síria na semana passada durante um encontro com Xi na Flórida também foi interpretado como uma advertência para Pyongyang, assim como uma retaliação a um suposto ataque químico contra uma cidade controlada por rebeldes.

Mais cedo nesta quarta-feira (12), o Japão também disse que está preparando uma série de exercícios com o grupo do porta-aviões Venison.

Mais testes nucleares iminentes?

A demonstração de força dos EUA levou a Coreia do Norte a declarar que está pronta para reagir "a qualquer modalidade de guerra escolhida pelos EUA".

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos temem que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, poderia estar planejando um teste com armas nucleares nos próximos dias, possivelmente para marcar o 105º aniversário de seu avô (já falecido) Kim Il Sung, consideradi o "fundador" da Coreia do Norte.

Caso realmente ocorra, seria o sexto teste nuclear feito pela nação asiática. A primeira ocorreu em 2006, enquanto as duas mais recentes ocorreram no ano passado.

Um programa nuclear desenvolvido nesse nível, somado a uma série de testes de mísseis balísticos, levou os EUA a considerar a possibilidade de que a Coreia do Norte poderia ter a capacidade de disparar em breve uma ogiva nuclear no território norte-americano.

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