A inflação anual no México deve ficar perto de 6% em abril e maio devido a questões estatísticas, enquanto a taxa máxima do índice de preços será alcançado em agosto ou setembro, apontam previsões de economistas do CI Bank. Para eles, a partir de agosto a taxa de inflação vai iniciar uma tendência de baixa e fechar 2018 em um nível próximo a 3,8%.

A inflação atual reflete, em maior medida, um choque de oferta, mas por causa de questões de política pública (como desregulamentar o preço da gasolina). Além disso, o efeito da depreciação do peso já gera preços mais elevados ao consumidor, embora o efeito ainda tenha sido limitado.

Segundo os especialistas, nos próximos meses serão menores os sinais de pressões inflacionárias, mas por questões estatísticas a variação anual vai continuar a subir por mais alguns meses.

Maior nível em sete anos. Em um estudo denominado Evolução Recente e Perspectivas para a Inflação no México, os economistas do banco mostram que o preço ao consumidor no México têm chamado atenção porque chegaram alcançaram o maior nível nos últimos sete anos. A alta no preço dos produtos fechou o primeiro trimestre do ano em 5,35%.

Embora durante 2015 e 2016 tenham ocorrido variações abaixo de 3%, elas não refletiam a realidade da economia mexicana, mas eram causadas por outras reformas, que ajudaram a reduzir os preços de alguns serviços como electricidade e telecomunicações.

Os níveis de preços atuais não são um reflexo de pressões geradas pela demanda agregada, uma vez que o crescimento econômico do México segue em nível lento. Tampouco é resultado de expectativas de inflação mais elevadas, já que a maioria acha que em 2018 o aumento dos produtos ficará de novo abaixo de 4%.