A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve deflação de 0,51% em maio (diante da inflação de 1,13% registrada no mesmo mês de 2016).

O índice manteve a tendência de queda, mas mostrou uma tendência e chegar mais próximo da estabilidade, já que teve uma queda mais acentuada, de 1,24%, em abril deste ano, acumulando uma retração de 1,63% em 2017.

Levando em conta o acumulado nos últimos 12 meses, no entanto, o resultado é positivo, com uma inflação de 1,07%.

A queda de preços pelo IGP-DI em maio foi causada, sobretudo, pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que teve deflação de 1,10%. Em abril, a deflação havia sido de 1,96%.

O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,25% (ante 0,39% no mês anterior). O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 3,74% para 0,62%. 

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,49%, ante -0,86%, no mês anterior. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produçãocuja taxa de variação passou de -1,70% para 3,18%. 

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de -5,83%, em abril, para -4,55%, em maio. Os destaques no sentido descendente foram: minério de ferro (-9,53% para -19,11%), cana-de-açúcar (-0,21%para -4,28%) e leite in natura (2,41%para 0,83%).Em sentido ascendente, vale mencionar: soja (em grão) (-7,94% para 5,86%), milho (em grão) (-12,62% para -4,53%) e bovinos (-2,70% para -0,13%)

Varejo em alta

Os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, tiveram alta de 0,52% em maio, acima do registrado em abril (0,12%).

Cinco das oito classes de despesa componentes deste índice apresentaram alta em suas taxas. A maior contribuição foi do grupo Habitação (-0,69% para 1,71%), sobretudo pelo aumento na tarifa de eletricidade residencialcuja taxa passou de -6,22% para 10,88%. Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (-0,47% para 0,70%), Transportes (-0,14% para 0,08%), Despesas Diversas (0,13% para 0,48%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,19% para -0,08%).

Por outro lado, os grupos: Alimentação (0,69% para -0,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,15% para 0,75%) e Comunicação (0,84% para 0,28%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (14,01% para -2,49%), medicamentos em geral (2,67% para 1,06%) e tarifa de telefone móvel (0,61% para 0,32%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção também registrou inflação em maio: 0,63%. Em abril, tinha sido anotada deflação de 0,02%.

O IGP-DI de maio foi calculado com base em preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês.