Chile. O gerente-geral de negócios internacionais da Hyundai Engenharia e Construção Co (HDEC, na sigla em inglês), Byung Chul Moon, esteve no Chile para estudar as oportunidades da empresa na exploração e processamento do lítio.

Durante sua visita, o executivo coreano se reuniu com os ministros de Economia e Energia, o vice-presidente da Empresa Nacional de Mineração (Enami) e o diretor-executivo da Comissão Chilena de Energia Nuclear (CCHEN).

O encontro ocorre após a entrada da Hyundai no consórcio chileno-asiático Indústria Nacional do Lítio (Inadel, na sigla em espanhol), que busca gerar valor agregado para o lítio no país latino-americano.

O interesse da Hyundai no consórcio foca em duas vertentes: a extração do lítio e a construção de um parque industrial de processamento do minério.

"A Hyundai tem uma vasta experiência nessas áreas. É um ator importante da economia coreana, tendo construído centenas de parques industriais e liderado o processo de industrialização no país após a Segunda Guerra Mundial que lhe permitiu alcançar o nível de desenvolvimento atual", diz Mauricio Mora, assessor da Inadel.

Em relação à extração de lítio, a Hyundai atualmente faz parte do projeto de construção, montagem e operação de uma fábrica de carbonato de lítio no salar de Uyuni, na Bolívia, que deve gerar 20 mil toneladas por ano.

Possíveis incompatibilidades. O consórcio asiático demonstrou preocupação com o marco institucional do lítio criado pelo governo chileno, já que criaria diversas incompatibilidades institucionais e normativas entre as diversas entidades ligadas ao minério.

Para Mora, a competência legal da Enami e da CCHEN estão acima dos poderes tanto da Corporação Nacional do Cobre (Codelco, na sigla em espanhol) e da Corporação de Fomento à Produção (Corfo) em matéria de lítio.

"Acreditamos que a Enami poderia agrupar os proprietários de reservas de lítio e criar uma parceria público-privada para a extração e a exploração do lítio para gerar a máxima receita possível e o maior valor agregado para o Chile", disse à AméricaEconomia.