O diretor-geral da Organizações Internacionais da Coreia do Norte, Kim Chang-min, disse nesta segunda-feira (17) que a situação na região é "extremamente perigosa" e não descarta que pode ocorrer uma "guerra total". Para ele, os Estados Unidos estariam preparando terreno para um "ataque preventivo" com o intuito de derrubar o líder da nação, Kim Jong-un.

"Hoje, na península coreana, criou-se uma situação extremamente perigosa que ninguém pode prever se pode ficar fora de controle e levar a uma guerra total", disse Chang-min. O líder norte-corerano, Kim Jong-un, culpou os Estados Unidos pelas atuais tensões na região e assegurou que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse durante sua visita à Coreia do Sul que vai defender seus aliados asiáticos, mas que busca um "ataque preventivo para derrubar" o regime comunista.

As declarações têm relação com a posição adotada na segunda (16) pelo número dois da Casa Branca, que de Seul ameaçou utilizar a determinação demonstrada pelo governo Trump nos recentes ataques na Síria e no Afeganistão e afirmou que Washington não irá tolerar novos testes de armas nucleares. "Washington diz que tem todas as opções sobre a mesa. Mas nós também temos nossas opções", afirmou em comunicado o alto oficial norte-coreano.

Em relação aos últimos testes de mísseis feitos pela Coreia do Norte no domingo passado, que não foram bem sucedidos e que as autoridades de Pyongyang não confirmaram, Kim disse que esse tipo de teste faz parte do programa armamentístico da Coreia do Norte.

"A estratégia da República Popular Democrática de Corea (RPDC) é levar adiante a fabricação de armas e o desenvolvimento econômico de forma simultânea. Esses lançamentos e provas nucleares são o processo normal para fazer frente a esses dois objetivos ao mesmo tempo", afirmou Chang-min.

OUTRO LADO

O líder norte-coreano denunciou que as sanções econômicas impostas pelo Conselhoda ONU à Coreia do Norte em resposta a seus últimos testes nucleares e lançamentos de mísseis são "ilegais" e assegurou que o fato de terem sido apoiados pelos seus aliados tradicionais, como Rússia e China,"não as tornam legais".

"Nunca aceiaremos as sanções que nos impõem. Eu repudio fortemente... Se os testes nucleares são uma ameaça à segurança global, os Estados Unidos seriam os primeiros a ser punidos", disse.