Na Assembleia da Organização dos Estados Americanos (OEA), que irá ocorrer de segunda a quarta-feira no México, a Bolívia irá apresentar um relatório sobre os andamentos de sua demanda marítima. 

"Nossa prioridade na assembleia [da OEA] é a questão do transporte marítimo", afirmou o representante permanente da Bolívia perante a OEA, Diego Pary.

Nos três dias, os chanceleres da OEA irão participar da 47º assembleia da entidade internacional na cidade mexicana de Cancún.

O chanceler Fernando Huanacuni confirmou sua presença no encontro, no qual também irá participar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillereson, nomeado este ano pela administração Trump.

O Embaixador Pary antecipou que Huanacuni será o responsável por apresentar o informe perante os enviados das 34 nações da região (com exceção de Cuba, que não participa do evento desde 1962).

Este ano, o relatório sobre o histórico tema marítimo será apresentado após vários impasses diplomáticos entre La Paz e Santiago. Em 14 de junho, o chanceler do país e o ministro da Justiça, Héctor Arce, expuseram perante o Conselho Permanente da OEA o caso dos nove agentes bolivianos detidos no Chile desde março, após um incidente na fronteira. "O Governo do Chile agiu ignorando o direito internacional e ignorando o princípio da reciprocidade", afirmou Arce.