O Chile tem se destacado como um dos países mais desenvolvidos da América Latina e, ao contrário do que ocorreu nas décadas passadas, a pobreza deixou de ser o tema central do debate político.

Neste contexto, 16% dos chilenos acreditam que a igualdade de oportunidades ajuda a superar a pobreza.

Enquanto isso, apenas 18% dos entrevistados em um estudo da Adimark e Hogar de Cristo considerou que a pobreza está diretamente relacionada à preguiça das pessoas, enquanto 50% relacionam a pobreza á falta de educação.

Além disso, a pesquisa constatou que os chilenos têm mudado sua percepção em relação ao o conceito de pobreza, que já não está relacionado estritamente a algum tipo de carência.

O diretor social nacional da Hogar de Cristo, Pablo Egenau, disse que, em comparação com medições anteriores, a relação entre pobreza e a "preguiça" diminuiu drásticamente.

De acordo com Egenau, a visão da pobreza adquiriu um aspecto sistêmico, que é associado hoje em dia à violação de direitos. É por isso que, segundo a publicação, para metade dos entrevistados a melhor definição do conceito está relacionada à falta de acesso a serviços de saúde, habitação e educação.

No entanto, ao responder quem é o princípal responsável pelo combate à pobreza, 54% apontaram o Estado como o principal responsável para combater a pobreza, seguido por "todos os chilenos".