A Alemanha demonstrou interesse em participar como parceira do processo de indutrialização do lítio, de acordo com ministro da Energia boliviano, Rafael Alarcón. Nos próximos dias, o governo alemão e empresas deste país começarão a apresentar propostas.

A questão foi abordada durante uma reunião entre Alarcón e o vice-ministro de Transportes e Infraestrutura Digital da Alemanha, Rainer Bomba, que esteve em La Paz para tratar do projeto do trem bioceânico proposto pela Bolívia.

"O vice-ministro de Transportes da Alemanha manifestou interesse, junto com o embaixador da Alemanha, na industrialização do lítio e estamos à espera de uma proposta das empresas alemãs", disse Alarcón.

Uma nova reunião está prevista para meados de abril. O embaixador alemão na Bolívia, Matthias Sonn, será o responsável por encaminhar a proposta de seu governo para a industrialização do carbonato de lítio (Li2CO3), que é essencial para a produção de baterias, na região do salar de Uyuni.

Além da Alemanha, Canadá e Coreia do Sul também manifestaram interesse.

Em relação à fábrica de carbonato de lítio, as autoridades estimam que o projeto arquitetônico deve ser concluído "em breve" para que possa ser iniciada a licitação em relação ao processo de construção da empresa.

O executivo prevê que em 2018 a tonelada do carbonato de lítio (Li2CO3) seja exportada por cerca de US$ 7.000, enquanto uma tonelada do tipo cátodo será vendida por cerca de US$ 17 mil, sendo que um tipo de maior qualidade poderá chegar a US$ 22 mil.