Talvez a primeira magia da qual temos consciência na vida é a do teste do feijão que cresce no algodão úmido na escola. É gratificante ver a semente germinar. A agricultura é realmente fascinante. Planta-se, cuida-se e colhe-se. Dificilmente quem entra no ramo sai. Afinal, trazer o alimento para a mesa é dignificante. Apesar da economia instável, o setor não produziu mal em 2016 e teve uma participação de 5,5% no PIB, a maior em 12 anos.

A agropecuária adicionou R$ 295 milhões ao PIB do ano, que alcançou um total de R$ 6,3 trilhões, o pior da história desde a década de 30 – retração de 3,6%. A queda de 6,6% na agropecuária, puxada especialmente pelo milho, a soja e a cana-de-açúcar, teve relação, em parte, com o clima.

É preciso dizer que o produtor é o grande protagonista da agropecuária brasileira. E o empresário é um dos grandes responsáveis por fazer a cadeia girar. A perspectiva de uma safra recorde neste ano deve contribuir consideravelmente para todo o agronegócio.

A esperança de que a economia retome seu curso passa pelo campo e sai pela porteira para lançar luz nos números da inflação, dos juros altos e do desemprego.

O governo federal e o paulista passam esse olhar positivo em seus discursos, colocando as respectivas pastas da Agricultura para trabalhar mais. Não apenas – o artigo exclusivo que o presidente Michel Temer escreveu para a AméricaEconomia reforça que mexer é preciso, inclusive na questão trabalhista.

Graças à agenda da agropecuária, ele ganhou um aliado com força no campo, o ministro Blairo Maggi, que está Brasil afora discutindo novos mercados. E Brasil adentro explicando o Agro+, programa lançado em fevereiro, em São Paulo, que desburocratiza e simplifica processos no setor, para ajudar no fomento da produtividade.

Este número da AméricaEconomia, praticamente uma edição especial, trata das ações do governo federal (Agro+) e do Agrofácil, que é do governo de São Paulo, traz um panorama do agronegócio brasileiro e apresenta a visão de especialistas, entre outros destaques desse processo, que se transformou na agenda positiva da atualidade.

Enfim, justiça seja feita: apesar do noticiário recheado de corrupção, o agronegócio brasileiro é de dar gosto.

Também nesta edição, o CFA Society, instituição de cunho internacional, de muito peso entre economistas e financistas, não apenas brasileiros, passa a ter uma coluna. A entidade, de grande prestígio, estreia aqui com a voz do presidente Mauro Miranda, ex-diretor do Banco Central. Outros diretores do CFA ganharão espaço na AméricaEconomia.

Boa leitura.