A balança comercial brasileira registrou, em fevereiro último, o maior superávit da história, com crescimento das exportações e importações. São números que comprovam o fim da recessão e a revitalização de nossa economia. E, mais uma vez, o agronegócio teve participação decisiva no intercâmbio comercial.

Temos muitos outros números a celebrar. Já sob a vigência do limite de gastos públicos, as contas do governo federal registram gastos menores do que a receita. Esses resultados refletem o acerto da política econômica que adotamos e a responsabilidade com que a gestão pública está sendo tratada.

O limite de gastos veio para pôr fim ao círculo vicioso que, ao se gastar mais do que se arrecada, levava ao aumento da inflação. Conseguimos quebrar isso. Em 2016, a inflação estava em 11% e se confirma, hoje, sua queda contínua, com previsão de que ela feche o ano em cerca de 4,5%. A taxa de juros básicos, a Selic, seguindo em sua trajetória de baixa, está em 12,25%, com sinalização do Banco Central de que ela pode, ainda em 2017, chegar a 9,5%.

Este é o governo das reformas. E, sobretudo, de diálogo aberto com a sociedade brasileira, seu setor produtivo e o Congresso Nacional. E exemplo significativo da força de nossa cadeia produtiva é, sem dúvida alguma, o agronegócio. O programa Agro+, recentemente lançado em São Paulo, traz sintonia fina com os objetivos de nosso governo de modernização, desburocratização, simplificação de procedimentos, medidas que contribuem para o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

Tenho convicção de que, conseguindo realizar todas essas reformas até o final do nosso mandato, teremos honrado o compromisso assumido com o país e registrado nos documentos “Ponte para o Futuro” e “Travessia Social”.

A previsão da safra 2016/2017 de mais de 220 milhões de toneladas de grãos influencia, positivamente, outros setores da economia direta ou indiretamente relacionados com a cadeia produtiva do campo. A venda de máquinas agrícolas já aumentou sensivelmente e, com o aumento da produção, especialmente do arroz e do feijão, a cesta básica terá seu preço menor. Assim, o agronegócio impulsiona a economia em todos os seus setores, refletindo na sua revitalização.

A nossa tarefa nesses dois anos de governo é reformar o Brasil e entregar a quem venha um país nos trilhos. Fizemos a reforma do ensino médio. Estamos firmemente empenhados na reforma da Previdência, na reforma trabalhista e vamos fazer a simplificação tributária. São medidas indispensáveis para proteger o país de crises como a que recebemos ao assumir o governo.

A reforma da Previdência está gerando discussões intensas, mas partimos de um dado fundamental: ou fazemos a reforma hoje, ou daqui a dez anos o governo não terá dinheiro para pagar a aposentadoria dos brasileiros. Sem a reforma, serão todos prejudicados, os que já estão aposentados, os que estão a caminho de alcançar os benefícios e, notadamente, os jovens, que ainda estão se preparando para entrar na vida profissional. Não é exagero. Isso já está acontecendo em vários Estados da Federação. A Previdência tem um déficit de R$ 150 bilhões, insuportável para qualquer sistema.

A reforma da Previdência vem combater o déficit e, ao contrário do que apregoam os contrarreformistas, vai manter os direitos adquiridos de todos os trabalhadores brasileiros.

A reforma para modernização da legislação trabalhista foi construída em acordo com as centrais sindicais, de trabalhadores e de empregadores. É fruto do diálogo que pauta o nosso governo. E atende ao inexorável avanço tecnológico que traz junto novos empregos e, por conseguinte, novos direitos trabalhistas.

O passo seguinte que temos que dar, tão urgente quanto, vem em favor de toda a economia. Não há como o país crescer se não modificarmos o que acontece hoje em matéria tributária. Simplificar os trâmites tributários é, ainda, uma questão de justiça social.

Temos, ainda, a consciência da necessidade de se fazer a reforma política. Esta tarefa é do Congresso Nacional, mas o governo pode e deve incentivar e ajudar para que isso aconteça.

Enfatizo que todo esse trabalho só terá resultados com a compreensão e apoio de todos. Os objetivos do meu governo são os mesmos da sociedade brasileira, melhorar nossas instituições e dar mais eficiência ao Estado brasileiro. Por isso, é um esforço conjunto em prol do bem comum.

Tenho convicção de que, conseguindo realizar todas essas reformas até o final do nosso mandato, teremos honrado o compromisso assumido com o país e registrado nos documentos “Ponte para o Futuro” e “Travessia Social”.